Caminho devagarsustendo a respiração
sustendo o corpo
nos ruídos das pedras.
O dia já não espera
e a noite enlutada
chora gota a gota
as letras do teu nome
uma senha de luz e de cor
que tarda em madrugar.
Caminho devagar
e paro a todas as portas
que se erguem
blindadas e surdas
aos meus passos.
E a noite arrepiada
sacode o teu nome
como senha para abrir
as janelas que me faltam.
(pintura de Toni Carlton: windows of time)
Dizer que gostei é pouco, certamente; mas que mais poderia dizer?
ResponderEliminarMais um belo poema de amor!
ResponderEliminarE o Sol voltou, para abrir janelas cerradas...
Agradeço (muitíssimo) agradada os vosos comentários, que são sempre um estímulo.
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