25 outubro 2006

Janelas

Caminho devagar
sustendo a respiração
sustendo o corpo
nos ruídos das pedras.
O dia já não espera
e a noite enlutada
chora gota a gota
as letras do teu nome
uma senha de luz e de cor
que tarda em madrugar.

Caminho devagar
e paro a todas as portas
que se erguem
blindadas e surdas
aos meus passos.
E a noite arrepiada
sacode o teu nome
como senha para abrir
as janelas que me faltam.


(pintura de Toni Carlton: windows of time)

3 comentários:

  1. Torquato da Luz18:53

    Dizer que gostei é pouco, certamente; mas que mais poderia dizer?

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  2. seven14:42

    Mais um belo poema de amor!

    E o Sol voltou, para abrir janelas cerradas...

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  3. Sofia Loureiro dos Santos14:37

    Agradeço (muitíssimo) agradada os vosos comentários, que são sempre um estímulo.

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