Ainda relativamente à lei de despenalização do aborto, actual e futura, li algures que, nos hospitais públicos, os médicos têm o direito de serem objectores de consciência e de se recusarem a praticar o que eles consideram inaceitável. Parece-me bem.
Mas também me parece que os hospitais públicos sejam obrigados a terem serviços de ginecologia e obstetrícia com profissionais que assegurem o cumprimento da lei. Ou seja, os serviços públicos são obrigados a integrar nos seus quadros médicos que não sejam objectores de consciência relativamente à prática de aborto. Dentro dos limites da lei, obviamente.
Mas também me parece que os hospitais públicos sejam obrigados a terem serviços de ginecologia e obstetrícia com profissionais que assegurem o cumprimento da lei. Ou seja, os serviços públicos são obrigados a integrar nos seus quadros médicos que não sejam objectores de consciência relativamente à prática de aborto. Dentro dos limites da lei, obviamente.
Não me parece que nos próximos tempos possamos ter a prática do aborto "livre e gratuito" nos nossos hospitais.
ResponderEliminarNão falo de razões de objecção de consciência ou do plano moral respeitante á execução de tal acto.
Acontece que temos um tempo de espera muito elevado para a realização de intervenções cirúrgicas, perante este tal estado de coisas a prática do aborto "livre e gratuito" é praticamente irrealizável.
A execução do aborto obriga a que alguém não seja intervencionado naquela altura.
Uma pergunta: se todos os médicos de ginecologia e obstetricia se declararem como objectores de consciência resolve-se o problema como?
ResponderEliminarLateralemente gostaria de dizer que não concordo absolutamente nada com a aplicação do critério da objecção de consciencia a este assunto.
Não é bem assim, João Moutinho. A verdade é que muitos dos abortos clandestinos acabam no Hospital. A organização dos serviços é que tem que ser outra, tanto em termos técnicos, como de recursos humanos. Aliás é obrigação dos serviços públicos assegurarem que se cumpra a lei, neste e noutros casos.
ResponderEliminarRecursos humanos? Cumprimento da lei? Convém recordar a quem desconhece a realidade dos nossos hospitais que, neste momento, há carência grave de obstetras nas principais maternidades da capital. Os poucos médicos que ainda fazem bancos são insuficientes para os partos e cesareanas...a objecção de consciência pode ser uma «ganda tanga»...
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