De vez em quando podemos orgulhar-nos de qualquer coisa, nomeadamente de sermos um dos países europeus com menor taxa de mortalidade materna e infantil. Não tenho dúvidas que a existência e implementação nas últimas 3 décadas de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi determinante na obtenção destes indicadores.
Segundo o Diário Económico está pronto o relatório sobre a sustentabilidade financeira do SNS. Até Outubro Correia de Campos irá pensar, em Outubro serão divulgadas as conclusões. Mas as conclusões preliminares apontam para um possível aumento de impostos (pelo menos de forma indirecta com a diferenciação das taxas moderadoras), excluindo como possíveis outras soluções (limitação da cobertura do SNS, por exemplo).
Este governo socialista tem nas mãos um dilema: a possibilidade de manter a universalidade do acesso à saúde, na vertente do estado como garante dessa obrigação, assumindo frontalmente a necessidade da limitação do crescimento da despesa, ou proclamar a incapacidade de se sustentar um SNS, incentivando a criação de planos de saúde privados alternativos (seguros de saúde, por exemplo).
Não é fácil para qualquer governo, muito menos para um governo socialista.
Os relatórios com os diagnósticos e as terapêuticas estão na mesa. O que falta agora é uma decisão política. É a ideologia que determina a forma como são distribuídos (ou concentrados) os recursos (neste caso escassos) da comunidade.
A António Arnault devemos a existência de um SNS. A Correia de Campos…
Segundo o Diário Económico está pronto o relatório sobre a sustentabilidade financeira do SNS. Até Outubro Correia de Campos irá pensar, em Outubro serão divulgadas as conclusões. Mas as conclusões preliminares apontam para um possível aumento de impostos (pelo menos de forma indirecta com a diferenciação das taxas moderadoras), excluindo como possíveis outras soluções (limitação da cobertura do SNS, por exemplo).
Este governo socialista tem nas mãos um dilema: a possibilidade de manter a universalidade do acesso à saúde, na vertente do estado como garante dessa obrigação, assumindo frontalmente a necessidade da limitação do crescimento da despesa, ou proclamar a incapacidade de se sustentar um SNS, incentivando a criação de planos de saúde privados alternativos (seguros de saúde, por exemplo).
Não é fácil para qualquer governo, muito menos para um governo socialista.
Os relatórios com os diagnósticos e as terapêuticas estão na mesa. O que falta agora é uma decisão política. É a ideologia que determina a forma como são distribuídos (ou concentrados) os recursos (neste caso escassos) da comunidade.
A António Arnault devemos a existência de um SNS. A Correia de Campos…
Convém não esquecer que as opções políticas (e ideológicas) de Correia de Campos estarão sempre condicionadas pelas de José Sócrates.
ResponderEliminarE se, politicamente, Sócrates já tem um estilo conhecido - autoritário - ideologicamente considero-o um grande ponto de interrogação...
É verdade, um ENORME ponto de interrogação.
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