Pois é, começam a ensaiar-se medidas de aumento dos impostos, mesmo indirectos, para a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Só que não se percebe, mais uma vez, a estratégia, caso ela exista, deste ministro e deste governo.
Como o próprio nome indica, moderar significa conter, regular. O objectivo primário da existência de taxas moderadoras para urgências, consultas e exames complementares, era reduzir ao estritamente necessário as mesmas urgências, consultas e exames complementares. Não sei se resultou.
A criação de taxas moderadoras para os internamentos hospitalares e para as cirurgias de ambulatório não pode moderar nada porque os decisores não são os doentes e porque não me parece lícito pensar que se internam e operam doentes sem necessidade.
Qual é a ideia de Correia de Campos? Não seria mais aconselhável explicar o problema ao país e decidir o que fazer, sem estes subterfúgios infantis e disparatados?
Modere-se, Sr. Ministro!
Como o próprio nome indica, moderar significa conter, regular. O objectivo primário da existência de taxas moderadoras para urgências, consultas e exames complementares, era reduzir ao estritamente necessário as mesmas urgências, consultas e exames complementares. Não sei se resultou.
A criação de taxas moderadoras para os internamentos hospitalares e para as cirurgias de ambulatório não pode moderar nada porque os decisores não são os doentes e porque não me parece lícito pensar que se internam e operam doentes sem necessidade.
Qual é a ideia de Correia de Campos? Não seria mais aconselhável explicar o problema ao país e decidir o que fazer, sem estes subterfúgios infantis e disparatados?
Modere-se, Sr. Ministro!
A estratégia do ministro existe e é clara: abrir o caminho à institucionalização da saúde privada como o verdadeiro sistema de saúde do país. E está a ser terrivelmente bem sucedido, diga-se de passagem.
ResponderEliminarPara mim ainda não é nada clara a estratégia do ministro. A verdade é que há um estudo em cima da mesa que RECOMENDA a manutenção do SNS, mais ou menos com os mesmos contornos dos actuais, SUGERINDO aumento de impostos, directos ou indirectos (através de maior participação dos utentes) para a sua sustentabilidade financeira. Coincidência ou não, também já há um documento sobre a CONSTITUCIONALIDADE da diferenciação e aumento das taxas reguladoras. Parece-me que o ministro escolhe os impostos, tal como lhe é recomendado. Veremos. Espero que as decisões sejam claras e verdadeiras. E espero que se mantenha o modelo do SNS (links dos vários documentos no meu post "O ano das decisivas decisões").
ResponderEliminarSofia, que estudo é esse de que ainda não ouvi falar? Apenas uma achega: o ministro não escolhe o caminho do aumento de impostos. Alargar a incidência de taxas "moderadoras" não é, sob nenhuma perspectiva, um aumento de impostos. E não é, sob nenhuma perspectiva, admissível. Nota, eu nem me importava de sofrer um aumento de impostos, no IRS ou fosse onde fosse. Agora, isto não. É cruzar uma linha que não deve nunca ser cruzada. Mas o ministro já o fez. E não voltará atrás. É tarde demais. Para complementar o que digo: "Para mim ainda não é nada clara a estratégia do ministro", dizes - tu não sabes o que eu sei. Esperas que se mantenha o modelo do SNS, e esperas bem... eu, cada vez mais, desisti de esperar. Como disse, está a ser cruzada, a passos de gigante, uma linha que não devia ser cruzada...
ResponderEliminarPara que fique claro não concordo com estas taxas moderadoras, como já escrevi, nem considero que sejam moderadoras, nem penso que financiem coisa nenhuma.
ResponderEliminar"http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/destaque/pt/desarrollo/685401.html" - link para uma notícia sobre o resultado do estudo sobre a sustentabilidade financeira do SNS e suas recomendações. Quanto ao ministro voltar atrás, já vi coisas mais estranhas. De facto, não sei o que tu sabes. Mas porque não mo dizes?
fonte confidencial que me fez prometer segredo... mas acredita, se se confirmar, é bomba das grandes, e não vai haver marcha-atrás que anule os efeitos devastadores... e mais não posso dizer :(
ResponderEliminarLê o post que escrevi depois de ler a tal notícia (obrigado pelo link!), sobretudo o que está nas entrelinhas da primeira reflexão que faço... mais que isto não te posso dizer...
ResponderEliminarOK, António, vou lá ver. Aguardo a surpresa. Espero que a "fonte" tenha percebido mal...
ResponderEliminarPerceber mal não percebeu, só espero ter-se enganado no carácter de "fait accompli" da coisa, e que não se concretize...
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