04 agosto 2006

O desenhador compulsivo


Fui ver a exposição de desenhos de Abel Salazar, no CCB.

Para um artista como Abel Salazar, com extensa obra plástica entre desenhos, gravuras, aguarelas, pintura a óleo, esculturas (até murais), que ele expôs em vida, não entendo muito bem qual a relevância desta exposição.

Dispostos por várias salas encontram-se desenhos que Abel Salazar fazia, penso que de uma forma quase inconsciente, enquanto via ao microscópio, enquanto passeava, enquanto estava no café. Desenhos para entreter a mão e a mente, para concentrar ou distrair, não assinados, em todo o tipo de papéis, nas costas de provas tipográficas, de postais, de cartas, de folhas de hotel.

O título da exposição está feliz. Parecia haver uma compulsão para desenhar, e para desenhar mulheres. É, aliás, quase o único tema dos desenhos. Há ainda 3 (ou 4) quadros a óleo, lindíssimos, por sinal.

Numa área contígua pode assistir-se a um documentário, razoavelmente interessante sobre a vida e obra de Abel Salazar, em que aprendemos como se faz gravura e como se pinta a aguarela e a óleo.

Gostaria mais de ter visto uma exposição da obra de Abel Salazar que incluísse alguns dos desenhos dele.

Gostei, mas soube-me a pouco.

(caricatura de Abel Salazar por Luís de Pina, 1925)

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