05 agosto 2006

Até quando?


Qualquer amante da liberdade deplora a ditadura, a gerontocracia e a perpetuação monárquica de um poder autoritário e corrupto, como o que vigora em Cuba desde a suposta revolução cubana.

Qualquer amante da democracia deseja que os cubanos consigam aproveitar a oportunidade vislumbrada pela previsível morte de Fidel Castro, no sentido de forçarem uma transição de regime, o mais pacífica possível, para uma democracia representativa, com a ajuda das opiniões públicas dos países democráticos e com os esforços diplomáticos de instituições da União Europeia, dos Estados Unidos e outras.

O que qualquer amante da democracia e da liberdade já não compreende nem aceita é a arrogância de um país como os Estados Unidos, que se julga mandatado por um poder divino e discricionário, ao exortar do alto da sua pseudo moralidade democrática, todo o povo cubano "a trabalhar no seu país por uma mudança positiva", assumindo-se como o paladino dos pobres povos oprimidos, desde que a democracia que se implante com a sua desinteressada ajuda seja aprovada por ele próprio.

Não se percebe se a administração americana cria anticorpos em todo o mundo com um objectivo determinado, embora não se descortine qual, ou se é apenas por incompetência pura e simples.

Infelizmente, penso que a administração Bush se sente o instrumento de um poder divino, o que a transforma num caso de esquizofrenia política altamente perigoso para a civilização ocidental.

Até quando?

2 comentários:

  1. ANTITODO22:05

    USA a Cuba es lo mismo que Israel a los países del Medio Oriente: la excusa para justificar y legitimar sus eternas dictaduras, y conseguir apoyo internacional a gente como Ahmadinejad, khamenei o Castro que, en circunstancias razonables, deberían ser repudiados por la comunidad internacional.

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  2. Sofia Loureiro dos Santos22:32

    Obrigada pela sua visita.
    A comunidade internacional deve repudiar figuras como Castro, Khamenei e Ahmadjinejad, assim como também deve repudiar o uso de força desproporcionada por parte de Israel, ou a arrogância com que este trata os representantes do Hamas que, quer Israel e os USA quiram quer não, foram eleitos e são os legítimos representantes desse povo. Nesta grande confusão ninguém está isento de responsabilidades, nomeadamente a dita comunidade internacional.

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