
O direito à blasfémia devia ser inscrito nas constituições, e a vontade de blasfemar um feito de engenharia genética, curando a personalidade subserviente dos humanos.
Se existisse, Deus deveria bocejar perante esta humanidade cuidadosa e humilde, que insidiosamente cresce em torno dos infinitamente crentes, dos bem-comportados, dos iniciados na fé.
De certeza que gostaria de ser desafiado a espantar-se ou a comover-se com os insultos e as questões dos rebeldes e dos impuros, para que exercitasse essa omnipresente omnisciência, para uma omnipotente gargalhada ou um omnipotente rugido de ira, que levantasse a terra e a fizesse tremer, num gozo inenarrável de infinita tolerância.
(pintura de Tom Block: God enjoys itself)
Sem comentários:
Enviar um comentário