
Eis um bom argumento para um filme da moda: números e relações cabalísticas, códigos políticos encriptados, tudo misturado com organizações mais ou menos extremistas, que gostam de passar uma imagem de purismo quase religioso, em que o grande sacerdote dá pelo nome de Francisco Louça.
Mas o mais divertido é o investigador contratado ser Ruben de Carvalho, o velho e irredutível detective, ex-polícia, que ainda acredita nas virtudes da máquina de escrever e, à noite, fuma cigarros de fumo negro com o chapéu enterrado na cabeça.
Crónica brilhante.
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