
Dobro o joelho lentamente
na volúpia de te tocar,
com a mão em concha
afago-te o ombro,
tacteio-te a discreta
rugosidade da pele.
Supérflua a roupa,
desajeitadamente retirada
com delicadeza e deleite.
Jogamos a ternura do enlace
desapertamos os beijos,
rolamos e atamos de nós
as pernas e os braços que temos.
Amanhã sonharemos.
(escultura de Edward Walsh: lovers)
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