27 maio 2006

Clandestina


Neste amolecimento quotidiano
alimento os cofres clandestinos,
estico as bandeiras do silêncio,
aguardo o abanar das fibras.

Nesta penumbra de nós enredados
aliso os lençóis. Pesa-me o sono,
alonga-me a noite de sussurros,
mil olhos que transpiram sinais.

Folheio o catálogo das emoções.
Mais tarde decido quais as gotas
De dor e desvario, de intenso amor
que liberto destas secretas prisões.


(pintura de Manel Lledòs: segredos)

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