
Acabei de ouvir o ministro da saúde, Correia de Campos, a propósito do aumento das taxas moderadoras (SIC notícias).
Independentemente de se concordar com a existência de taxas moderadoras, é evidente que esta actualização de preços é necessária e não me repugna que seja muito maior para os serviços de urgência, pela necessidade de tentar reduzir o recurso, sem razão, a estes serviços.
Como o ministro afirmou, há cerca de 40% de falsas urgências, que consomem recursos humanos (e não só) absurdos, desviando-os de outros serviços e das consultas.
No entanto não me parece que seja com taxas moderadoras que haja um menor número de urgências, mas sim com uma remodelação dos centros de saúde, melhorando o acesso aos cuidados primários de saúde. O ministro diz que é o que estão a fazer. Vamos ver. Espero bem que sim.
Mas o que descredibiliza os agentes do poder político é a autêntica esquizofrenia de atitudes e opiniões, que muda 180 graus consoante se está no governo ou na oposição.
Em Setembro de 2004 o então ministro da saúde, Luís Felipe Pereira, lança a ideia das taxas moderadoras diferenciadas, tendo actualizado o preço das mesmas. Em uníssono toda a oposição (onde se incluía o PS) condenou, por razões não muito compreensíveis.
Pois agora é o governo do PS que aumenta as taxas, e só não as transforma em diferenciadas porque não tem instrumentos fáceis e fiáveis para o fazer, como já assumiu, e a oposição em coro é contra (PSD e CDS incluídos) por razões não muito compreensíveis.
Bem sei que temos a memória curta, mas TÃO CURTA, não!
Sugiro que contratem uns assessores que lhes LEMBREM o que disseram acerca de determinados assuntos, para que, pelo menos, as justificações para as mudanças de opinião sejam mais, digamos, criativas!
(pintura de Sebastien: true lies)
Independentemente de se concordar com a existência de taxas moderadoras, é evidente que esta actualização de preços é necessária e não me repugna que seja muito maior para os serviços de urgência, pela necessidade de tentar reduzir o recurso, sem razão, a estes serviços.
Como o ministro afirmou, há cerca de 40% de falsas urgências, que consomem recursos humanos (e não só) absurdos, desviando-os de outros serviços e das consultas.
No entanto não me parece que seja com taxas moderadoras que haja um menor número de urgências, mas sim com uma remodelação dos centros de saúde, melhorando o acesso aos cuidados primários de saúde. O ministro diz que é o que estão a fazer. Vamos ver. Espero bem que sim.
Mas o que descredibiliza os agentes do poder político é a autêntica esquizofrenia de atitudes e opiniões, que muda 180 graus consoante se está no governo ou na oposição.
Em Setembro de 2004 o então ministro da saúde, Luís Felipe Pereira, lança a ideia das taxas moderadoras diferenciadas, tendo actualizado o preço das mesmas. Em uníssono toda a oposição (onde se incluía o PS) condenou, por razões não muito compreensíveis.
Pois agora é o governo do PS que aumenta as taxas, e só não as transforma em diferenciadas porque não tem instrumentos fáceis e fiáveis para o fazer, como já assumiu, e a oposição em coro é contra (PSD e CDS incluídos) por razões não muito compreensíveis.
Bem sei que temos a memória curta, mas TÃO CURTA, não!
Sugiro que contratem uns assessores que lhes LEMBREM o que disseram acerca de determinados assuntos, para que, pelo menos, as justificações para as mudanças de opinião sejam mais, digamos, criativas!
(pintura de Sebastien: true lies)
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