Li no Abrupto de ontem uma mensagem de um leitor (João AP Coutinho), que questiona a seriedade e profissionalismo dos media, a propósito do famoso MIT.
Primeiro em 22 de Janeiro e, posteriormente, a 13 de Fevereiro, abordei este assunto, pela estranheza que me causou a grave denúncia pública de boicote de “um ministro” ao maravilhoso acordo com o MIT, feita por José Tavares e afrontando o primeiro-ministro.
Entretanto, entre esclarecimentos irritados e pouco esclarecedores, da parte de José Sócrates e Mariano Gago, e declarações múltiplas dos defensores da coragem de José Tavares, chegou-se a uma apregoada cerimónia no CCB, em que se celebrou o tão falado acordo entre o MIT e o governo português.
Mas, em que consistiu esse acordo? Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, "o governo vai iniciar uma fase de colaboração com o MIT, para identificar e seleccionar programas e instituições portugueses que poderão potenciar as relações bilaterais pretendidas (quase sic.)".
Então e aquele acordo com uma determinada universidade, que estava guardado na gaveta e que sofria o impedimento ministerial, que tão corajosamente José Tavares quis salvar?
Afinal parece que quem tinha razão era Mariano Gago, quando disse que havia contactos preliminares para uma colaboração entre o MIT e o governo, sem contornos ainda definidos, e que poderiam resultar em projectos específicos. Razão parece ter tido o ministro da Ciência por ter mantido negociações com outros institutos de outros países para outros projectos.
Parece que, afinal, outras razões moviam José Tavares, que não a salvação da pátria!
Primeiro em 22 de Janeiro e, posteriormente, a 13 de Fevereiro, abordei este assunto, pela estranheza que me causou a grave denúncia pública de boicote de “um ministro” ao maravilhoso acordo com o MIT, feita por José Tavares e afrontando o primeiro-ministro.
Entretanto, entre esclarecimentos irritados e pouco esclarecedores, da parte de José Sócrates e Mariano Gago, e declarações múltiplas dos defensores da coragem de José Tavares, chegou-se a uma apregoada cerimónia no CCB, em que se celebrou o tão falado acordo entre o MIT e o governo português.
Mas, em que consistiu esse acordo? Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, "o governo vai iniciar uma fase de colaboração com o MIT, para identificar e seleccionar programas e instituições portugueses que poderão potenciar as relações bilaterais pretendidas (quase sic.)".
Então e aquele acordo com uma determinada universidade, que estava guardado na gaveta e que sofria o impedimento ministerial, que tão corajosamente José Tavares quis salvar?
Afinal parece que quem tinha razão era Mariano Gago, quando disse que havia contactos preliminares para uma colaboração entre o MIT e o governo, sem contornos ainda definidos, e que poderiam resultar em projectos específicos. Razão parece ter tido o ministro da Ciência por ter mantido negociações com outros institutos de outros países para outros projectos.
Parece que, afinal, outras razões moviam José Tavares, que não a salvação da pátria!
O MIT recebe convites para colaborações todos os dias. De momento, encontra-se a analisar o caso português. Daí não haver certezas por parte do ministro: a decisão final não pertence ao governo mas sim à universidade americana.
ResponderEliminarExactamente. Por isso a intervenção de José Tavares pode ter criado expectativas que se podem gorar, e ninguém soube (ou quis) esclarecer.
ResponderEliminarObrigada pelo comentário.