Segundo o jornal “Público” de hoje, a fusão das duas instituições bancárias, BCP e BPI, levaria à extinção de cerca de 2500 postos de trabalho, pela necessidade de reduzir “redundâncias”.
Já ontem confessei a minha total ausência de compreensão destas matérias. Nunca percebi o funcionamento da bolsa, porque é que sobem e descem determinadas acções, o que é o índice NASDAQ, e outros índices, o que são OPAS hostis ou amigáveis, o funcionamento do omnisciente e omnipresente mercado, etc.
Mas hoje confesso a minha total perplexidade perante o objectivo de determinados negócios. Qual a necessidade de fundir estes dois bancos? Parece que tanto um como outro estão bem geridos, têm imensos lucros e a clientela satisfeita, não se percebendo, no horizonte, sinais de alteração destes pressupostos (tudo o que digo retirei da leitura de jornais e da net).
Então porquê? É para terem ainda mais lucros? Para quê? Que pretendem fazer com cada vez mais dinheiro?
O que se percebe, para já, é que 2500 pessoas vão ficar desempregadas!
Eu não sou católica, mas há muito na doutrina social da igreja com que eu concordo, mesmo com muito do que um Papa conservador como João Paulo II defendeu e pregou.
Paulo Teixeira Pinto é apresentado como católico, pertencente à Opus Dei. Como concilia ele o capital e o trabalho? Como concilia ele o sono?
Paulo Teixeira Pinto é apresentado como católico, pertencente à Opus Dei. Como concilia ele o capital e o trabalho? Como concilia ele o sono?
IOANNES PAULUS PP. II
LABOREM EXERCENS
dirigida aos veneráveis Irmãos no Episcopado
aos Sacerdotes
às Famílias religiosas
aos Filhos e Filhas da Igreja
e a todos os Homens de Boa Vontade
sobre o Trabalho Humano no 90° aniversário da
Rerum Novarum
1981.09.14
(...)
III. O CONFLITO ENTRE TRABALHO E CAPITAL NA FASE ACTUAL DA HISTÓRIA(...)
12. Prioridade do trabalho
12. Prioridade do trabalho
Diante da realidade dos dias de hoje, em cuja estrutura se encontram marcas bem profundas de tantos conflitos, causados pelo homem, e na qual os meios técnicos — fruto do trabalho humano — desempenham um papel de primeira importância (pense-se ainda, aqui neste ponto, na perspectiva de um cataclismo mundial na eventualidade de uma guerra nuclear, cujas possibilidades de destruição seriam quase inimagináveis), deve recordar-se, antes de mais nada, um princípio ensinado sempre pela Igreja. É o princípio da prioridade do « trabalho » em confronto com o « capital ». Este princípio diz respeito directamente ao próprio processo de produção, relativamente ao qual o trabalho é sempre uma causa eficiente primária, enquanto que o « capital », sendo o conjunto dos meios de produção, permanece apenas um instrumento, ou causa instrumental. Este princípio é uma verdade evidente, que resulta de toda a experiência histórica do homem.(...)
Sofia,
ResponderEliminarNão percebes mesmo nada de empresas. Eu também não. Mas as coisas nunca são assim tão simples, como explicas. Tens de te habituar, porque de futuro vai ser assim com muitas empresas. É o resultado da globalização e não há volta a dar. O mundo está a ficar mais pequeno. É como o desaparecimento das merceerias. faz pena mas é inelutável.Ana MP
É verdade, a globalização. Mas em que é que a globalização dominui a consciência social? Em que é que esta OPA é globalizante?
ResponderEliminarDe facto, não percebo mesmo nada.
Bjs.