
Entro na livraria. A porta é pesada, com vidros e madeira velha. O cheiro do papel ligeiramente poeirento invade-me. Olho a mesa central, com pilhas mais ou menos arrumadas, capas dispostas numa estética irreconhecível mas apetecida.
Amorosamente, pego nos livros, procuro o nome do autor, espreito a sua biografia, folheio, sinto a aspereza das letras impressas.
Fascínio e necessidade absoluta, mais do que de café ou cigarros, entro na livraria como numa catedral, num culto reverencial e absoluto, com a cadência dos fins de tarde e a inevitabilidade do caminhante.
(pintura de Van Gogh)
Amorosamente, pego nos livros, procuro o nome do autor, espreito a sua biografia, folheio, sinto a aspereza das letras impressas.
Fascínio e necessidade absoluta, mais do que de café ou cigarros, entro na livraria como numa catedral, num culto reverencial e absoluto, com a cadência dos fins de tarde e a inevitabilidade do caminhante.
(pintura de Van Gogh)
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