11 fevereiro 2006

Livros


Entro na livraria. A porta é pesada, com vidros e madeira velha. O cheiro do papel ligeiramente poeirento invade-me. Olho a mesa central, com pilhas mais ou menos arrumadas, capas dispostas numa estética irreconhecível mas apetecida.

Amorosamente, pego nos livros, procuro o nome do autor, espreito a sua biografia, folheio, sinto a aspereza das letras impressas.

Fascínio e necessidade absoluta, mais do que de café ou cigarros, entro na livraria como numa catedral, num culto reverencial e absoluto, com a cadência dos fins de tarde e a inevitabilidade do caminhante.

(pintura de Van Gogh)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Ao décimo terceiro dia do mês de outubro

  Isabel baralha as cores Dos seus mundos preferidos Partilha dias e flores Como sonhos prometidos   Isabel fala com as fadas Ra...