21 fevereiro 2006

Estradas


Abro os olhos devagar,
palavras atropelam e misturam
os últimos suspiros do sono.
Saio de casa a navegar,
entre o céu e a terra as nuvens
despejam a náusea.
Entro no carro e deslizo,
além da estrada
a luz do sol.

(pintura de Wendy White)

Outra vez os professores e os sindicatos e as aulas de substituição. É penoso ouvir os que se dizem representantes de uma classe profissional dizer tantas banalidades, tantas palavras seguidas sem significado.

Os defensores da autonomia das escolas e dos projectos educativos não são capazes de conceber e organizar actividades, lectivas e não lectivas, que ocupem os estudantes durante os “furos”? Ou será que entendem a escola como um lugar onde se está, ocasionalmente, a debitar ou a receber aulas?

Estes são problemas repetitivos e enfadonhos. Dá a sensação que não se aprendeu nada! Espero que a Ministra da Educação não ceda.

5 comentários:

  1. João Villalobos23:48

    Olá Sofia,
    Os poemas são seus?
    Beijinhos e votos de felicidade

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  2. Anónimo12:39

    Sofia,
    É sempre agradável visitar o teu blog! Além dos teus lindos poemas, ficamos a conhecer muitos artistas plásticos e parte da sua obra.

    Quanto à Educação, espero que a Ministra não ceda! Até agora só tem surpreendido pela positiva.

    Bjinho
    Xaxão

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  3. Sofia Loureiro dos Santos14:17

    Olá João
    Apenas os que não têm o nome do autor são meus. Obrigada pela visita.

    Xaxão
    Obrigada pela força.
    A Ministra tem a força da razão!

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  4. Silvares14:47

    Quanto á Ministra sei que ela não cede. Basta ver a forma desajeitada e populista como age e as medidas vazias que vai impondo para perceber que, na cabeça dela, não espaço para uma palavra tão complexa como essa: cedência.
    Quanto aos professores (nos quais me incluo) reagem mais do que agem. Já nem se pode considerar um defeito. É mais uma questão de feitio.

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  5. Sofia Loureiro dos Santos15:54

    Pois tenho pena que os professores reajam em vez de agirem. Em transformar as escolas em espaços em que se trabalha a tempo inteiro, dando corpo a projectos com os alunos, ocupando os tempos livres com eles. Tenho a certeza que, apesar da falta de condições e da incomprensão de muitos, e muito empolados pelo governo, reconheço, os professores querem que a escola mude, no sentido do rigor, da exigência, da qualidade, para todos.
    A ministra não deve ceder a pressões corporativas e que não têm a ver com o serviço público que deve ser a escola pública. Medidas vazias? Não me parecem.

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