
As árvores,
solitário abandono
dos desejos,
esperam ao crepúsculo,
que alguma asa
as acaricie.
Voraz, na rapidez
da paisagem,
o murmúrio do silêncio.
(fotografia de Hugo Madeira)
As buscas, com a consequente apreensão de material na sede do jornal “24 horas”, embora arrepie os cabelos, mesmo sem se saber porquê, não pode ser comparável à coarctação da liberdade de expressão.
Apesar de todos os atropelos, quero acreditar que estamos num estado de direito, e que foram mandados judiciais que, no âmbito de uma investigação e dentro da lei, permitiram as referidas buscas, e que todo o material apreendido será tratado, mais uma vez, de acordo com a lei.
Na verdade, ninguém deve estar acima da lei. Infelizmente, os precedentes não são de molde a tranquilizar-nos. Está tudo muito mal explicado e agrava-se a desconfiança no nosso sistema judicial.
Hoje comprei “A velocidade da luz”, o último livro de Javier Cercas publicado entre nós. Li “Soldados de Salamina” de uma assentada e gostei muito. Já “O inquilino” não me deixou grandes saudades. Vamos ver. O tempo convida a ler, enrolada numa manta, com uma chávena de chá ao lado. Boa vida!
solitário abandono
dos desejos,
esperam ao crepúsculo,
que alguma asa
as acaricie.
Voraz, na rapidez
da paisagem,
o murmúrio do silêncio.
(fotografia de Hugo Madeira)
As buscas, com a consequente apreensão de material na sede do jornal “24 horas”, embora arrepie os cabelos, mesmo sem se saber porquê, não pode ser comparável à coarctação da liberdade de expressão.
Apesar de todos os atropelos, quero acreditar que estamos num estado de direito, e que foram mandados judiciais que, no âmbito de uma investigação e dentro da lei, permitiram as referidas buscas, e que todo o material apreendido será tratado, mais uma vez, de acordo com a lei.
Na verdade, ninguém deve estar acima da lei. Infelizmente, os precedentes não são de molde a tranquilizar-nos. Está tudo muito mal explicado e agrava-se a desconfiança no nosso sistema judicial.
Hoje comprei “A velocidade da luz”, o último livro de Javier Cercas publicado entre nós. Li “Soldados de Salamina” de uma assentada e gostei muito. Já “O inquilino” não me deixou grandes saudades. Vamos ver. O tempo convida a ler, enrolada numa manta, com uma chávena de chá ao lado. Boa vida!
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