A constituição na gaveta?
Se há palavra rara no discurso cavaquista é a Constituição. E no entanto, o papel do Presidente da República, que começa justamente por jurar a Constituição, é o de a cumprir e fazer cumprir e de promover e dinamizar os valores constitucionais (entre os quais o desenvolvimento é apenas um entre muitos). Sabendo-se que o candidato não morre de amores pela Lei fundamental e que entre os seus apoiantes estão os defensores de "outra constituição", será excessivo temer que uma eventual presidência cavaquista possa significar meter a Constituição "na gaveta"? – Vital Moreira no Super Mário
Não percebo porque é que os candidatos a presidente e seus apoiantes afirmam veementemente que não precisam de mais poderes, e que cumprirão escrupulosamente a Constituição. Nem poderia ser de outra forma, pois essa é uma das suas principais funções (cumprir e fazer cumprir a Constituição).
No entanto, a Constituição e a sua revisão não são, penso eu, temas tabus. Se, de facto, existe na sociedade o sentimento de que é necessário discutir os poderes presidenciais, essa discussão deveria ser levantada agora, e os candidatos deveriam explicitar quais os poderes a mais (ou a menos) que reivindicam. Não para que o presidente eleito se sinta legitimado a exercê-los, mas para que motive os partidos com assento parlamentar a esclarecerem os eleitores sobre as suas posições e, eventualmente, numa próxima revisão, modificarem a constituição.
Se há palavra rara no discurso cavaquista é a Constituição. E no entanto, o papel do Presidente da República, que começa justamente por jurar a Constituição, é o de a cumprir e fazer cumprir e de promover e dinamizar os valores constitucionais (entre os quais o desenvolvimento é apenas um entre muitos). Sabendo-se que o candidato não morre de amores pela Lei fundamental e que entre os seus apoiantes estão os defensores de "outra constituição", será excessivo temer que uma eventual presidência cavaquista possa significar meter a Constituição "na gaveta"? – Vital Moreira no Super Mário
Não percebo porque é que os candidatos a presidente e seus apoiantes afirmam veementemente que não precisam de mais poderes, e que cumprirão escrupulosamente a Constituição. Nem poderia ser de outra forma, pois essa é uma das suas principais funções (cumprir e fazer cumprir a Constituição).
No entanto, a Constituição e a sua revisão não são, penso eu, temas tabus. Se, de facto, existe na sociedade o sentimento de que é necessário discutir os poderes presidenciais, essa discussão deveria ser levantada agora, e os candidatos deveriam explicitar quais os poderes a mais (ou a menos) que reivindicam. Não para que o presidente eleito se sinta legitimado a exercê-los, mas para que motive os partidos com assento parlamentar a esclarecerem os eleitores sobre as suas posições e, eventualmente, numa próxima revisão, modificarem a constituição.
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