07 janeiro 2006

Untitled

É muito fácil denegrir a imagem seja de quem for. Os portugueses são exímios em denegrirem a sua própria imagem. Lamentamo-nos e queixamo-nos sempre de tudo e de todos, especialmente do Estado, aquela entidade ou aquele ente, a quem culpamos de tudo. No entanto, somos os primeiros a exigir do estado o que ele não pode nem deve dar, e os primeiros a ludibriar o estado, sempre que pudermos.

Penso que nos esquecemos que o estado deveria assegurar alguns serviços aos cidadãos (e aí há divergência de opiniões relativamente a que serviços). Mas a filosofia do serviço público deveria ser servir os cidadãos, não os funcionários do estado.

A organização dos serviços públicos, nomeadamente na saúde, na educação, na justiça e na segurança, deve ser pensada e implementada, reorganizando-os geograficamente, em termos de recursos humanos, na rentabilização dos espaços físicos, etc, na medida em que sejam melhores e mais eficazes. O estado gastaria menos e melhor se premiasse quem trabalha bem, a tempo inteiro e em dedicação exclusiva, se definisse objectivos a cumprir, se responsabilizasse os responsáveis, se remunerasse condignamente, sem subsídios, horas extraordinárias e outros subterfúgios.

Para o serviço público deveriam ser recrutados os melhores. E nas várias carreiras envolvidas, deveria ser considerado um privilégio e uma promoção ser contratado pelo Estado.

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