11 novembro 2005

Cidade a preto e branco

Cidade a preto e branco,
gotas de chuva fugitivas
nos interstícios das pedras.
Aconchego o cinzento e a tarde.

Passam faróis acesos,
o ruído dos eléctricos e a calçada
escorregadia. Ressoam os saltos
nas pingas frias e luzidias.

Procuro a janela do teu quarto,
anónimo o farol que espreita.
Embalo o afago do beijo.
Desligo a cidade ao entrar.

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