30 setembro 2011

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 Leonel Moura


 


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OBRAS DE

Ana Hatherly
Fernando Aguiar
ISU
[Leonel Moura]


ATÉ 23 DE OUTUBRO


SEGUNDA A SEXTA DAS 10H ÀS 19H


SÁBADO E DOMINGO DAS 11H ÀS 16H



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Robotarium / LxFactory
Rua Rodrigues Faria, 103, H02
1300-501 Lisboa
T: +351 213625286

Jardim particular

 



Rubén Roig


 


Assiduamente visito o meu pequeno jardim particular


delicadamente rodeio ervas pisadas pelas almas noturnas


que lembram implacavelmente a minha incapaz arrogância.


A memória como espada no meu pequeno jardim particular


que espera a minha própria tabuleta


onde finalmente irão crescer as rosas da redenção.

29 setembro 2011

De volta

 


A infecção do blogue e o muito trabalho desmotivaram-me de ir escrevendo. Mas não têm faltado bons motivos para o fazer.


 


Independentemente de se concordar com a oferta de dinheiro para premiar o mérito, este deve ser premiado. O incentivo ao sucesso é tão importante como a luta pela redução do insucesso escolar. E decidir retirar o prémio a dias da sua entrega é inaceitável, como inacreditável é a justificação que o Ministro Nuno Crato resolveu dar. Péssimo sinal deste Ministro e deste governo. Ainda bem que a Ordem dos Médicos resolveu assumir o pagamento de alguns dos prémios. Espero que outras Instituições, ou Empresas, ou Cidadãos, em grupos ou solitários, façam a mesma coisa.


 


Também aguardo as notícias do que acontecerá a quem está envolvido nesta vergonha. Aos professores faltosos e aos médicos que lhes atestaram as baixas.


 


Paulo Macedo avança na Saúde. A redução dos preços dos medicamentos e a alteração das regras de isenção às taxas moderadoras são de saudar, ficando a reserva para o montante que vão atingir, ainda não decidido.


 

27 setembro 2011

Blogue malicioso

 



 


Há alguns dias que quem quer aceder ao meu blogue encontra um aviso de blogue malicioso.


 


Já tentei acabar com a malícia obedecendo às isntruções do blog do Sapo, mas continuo com peste entre os bloguers e a infectá-los, provocando epidemias maliciosas.


 


Dizem-me para esperar. É o que faço, com a maior calma que consigo (muito pouca, confesso).


 


Resta-me pedir para não desistirem.


 


Nota: Já removi tudo o que tinha a ver com o contador de visitas, o tal vírus. Quem quiser pode ignorar o aviso e continuar - nada de mal lhe poderá acontecer... penso eu.


 

25 setembro 2011

A poda das anonas

 



 


Muito mais importante que a crise das dívidas soberanas, a falência da Grécia, o implodir da Europa ou os impostos em Portugal, é a problemática da poda das anonas.


 


Podar ou não podar, eis a questão.

O ónus da prova

 



 


A coligação PSD/CDS, o BE e o PCP aprovaram legislação sobre o crime do enriquecimento ilícito.


 


Se lermos as propostas de lei, ficamos a saber que, para estes partidos políticos, os cidadãos deverão fazer prova de que as suas aquisições e/ou despesas não foram feitas de forma criminosa:


 


PSD/CDS


Artigo 386º


Enriquecimento ilícito 


1 - Sempre que se verifique um incremento significativo do património, ou das despesas realizadas por um funcionário, que não possam razoavelmente por ele ser justificados, em manifesta desproporção relativamente aos seus rendimentos legítimos, com perigo manifesto daquele património provir de vantagens obtidas de forma ilegítima no exercício de funções, é punível com pena de prisão até 5 anos.


 


BE


Artigo 371.º-A


Enriquecimento ilícito 


1 - O titular de cargo político, de alto cargo público, funcionário ou equiparado que esteja abrangido pela obrigação de declaração de rendimentos e património, prevista na Lei nº.4/83, de 2 de Abril, com as alterações que lhe foram subsequentemente introduzidas até à Lei n.º 38/2010, de 2 de Setembro, que por si ou interposta pessoa, estejam na posse ou título de património e rendimentos manifestamente superiores aos apresentados nas respectivas e prévias declarações, são punidos com pena de prisão de um a cinco anos.


2 - A justificação da origem lícita do património ou rendimentos detidos, exclui a ilicitude do facto do respectivo titular.


 


PCP


Artigo 374.º-A


Enriquecimento ilícito 


1 - Os cidadãos abrangidos pela obrigação de declaração de rendimentos e património, prevista na Lei n.º 4/83, de 2 de Abril, com as alterações que lhe foram subsequentemente introduzidas, que, por si ou por interposta pessoa, estejam na posse de património e rendimentos anormalmente superiores aos indicados nas declarações anteriormente prestadas e não justifiquem, concretamente, como e quando vieram à sua posse ou não demonstrem satisfatoriamente a sua origem lícita, são punidos com pena de prisão até três anos e multa até 360 dias. 


2 – O disposto no número anterior é aplicável a todos os cidadãos relativamente a quem se verifique, no âmbito de um procedimento tributário, que, por si ou por interposta pessoa, estejam na posse de património e rendimentos anormalmente superiores aos indicados nas declarações anteriormente prestadas e não justifiquem, concretamente, como e quando vieram à sua posse ou não demonstrem satisfatoriamente a sua origem lícita.


 


A partir de agora são os cidadãos que têm que demonstrar a sua inocência, não o Ministério Público que tem que provar a sua culpabilidade. A subversão da segurança e do Estado de Direito.


 


Parabéns a todos os deputados do PS, ou de qualquer outro partido, que não votaram esta lei. A demagogia e o populismo estão a dar os seus frutos de uma forma perigosa.


 


O combate à corrupção não tem nada a ver com isto.

O Povo, sou eu

 



poema de


José Manuel Jesus Monteiro


fotografia de


Micha Gordin


Crowd


 


1.


De sol a sol recurvado,


Com as mãos cheias de calos,


Presto jeiras ao Senhor.


Crio o gado, limpo o mato,


Sego o trigo, depois ato,


Sinto as fúrias do calor.


Na eira malho a preceito,


Da figueira colho o fruto,


A secar o estendo a jeito


E depois meto na arca.


Doze Servos, sete Bispos,


Três Senhores e um Monarca.


Nos três dias do entrudo


Como muito e bebo mais,


Faço doestos, graçolas:


Nestes dias vale tudo.


Faço jejum, dou esmolas,


Vou à missa ouvir sermões,


Dízima dou, compro bula,


Digo amem, curvo a cerviz,


Confesso o que nunca fiz:


É o tempo quaresmal.


Doze Monges, sete Vigários,


Três Arcebispos e um Cardeal.


 


2.


Tomo a lança pela enxada,


Pelo arado tomo a besta,


Pelo saiote, a armadura.


Do céu aceito a ventura,


Co’a cruz no peito e na testa,


Se lutando achar a morte.


Co’ Afonso desço do norte


Tomo o Tejo até à foz,


Serpa, Moura e Badajoz,


Com Geraldo sou bandido.


Doze Gritos, Sete Ais


Três Suspiros e um Gemido.


Com o Tejo lá tão longe,


Só vejo água noite e dia.


Quando, em terra, lanço o ferro


Nas coxas de uma gentia.


Com o Mendes Pinto dou,


Na velha terra dos Chins,


Grandes gritas, fico mudo.


Com Faria sou pirata


Roubo ouro, roubo prata,


Tendo ido além de tudo:


De mim e do Bojador.


Doze Marujos, sete Batéis,


Três Tempestades, um Adamastor.


 


3


O sambenito me vestem,


Levo uma vela na mão,


Por culpas de judaísmo,


Cristão-novo seja ou não,


Levam-me ao auto de fé.


Rompe em folgança a ralé,


Distraem-se a Corte e o Rei


Co’espetáculo que se vê.


Em fumo me tornarei,


Que a humana carne cheira.


Doze Judeus, sete Bruxas,


Três Archotes e uma Fogueira.


O Guiça mata o Rei.


Alguns choram, outros dançam:


A política é de loucos.


Cai a Monarquia aos poucos,


Ninguém lhe pode valer.


Eu próprio, que nem sei ler,


Sei bem como é urgente


Ao povo dar instrução,


Fazendo desta Nação


A mesma, mas diferente.


Doze Escolas, sete Oficinas,


Três Sindicatos, um Presidente.


 


4


Sou rapaz, quase menino,


Vou à guerra sem querer.


Infeta-me o paludismo


Nas bolanhas da Guiné.


Perco um braço em Moçambique,


Em Angola deixo um pé.


A mim próprio me pergunto


A razão de tanto mal,


A mim, que mato em Mueda


E morro em Vila Cabral.


Doze Soldados, sete Furriéis,


Três Majores e um General.


Mas a sombra, mas o medo,


Censura o que digo e faço.


Conspiro mas em segredo,


Pra viver falta-me espaço,


Clandestino, estou em mim.


Suporto, tristeza vil,


Do poder a mão pesada.


Mas num mês chamado abril


Ergo a voz na madrugada,


Grito basta, digo não.


Doze Soldados, sete Marinheiros,


Três Capitães, uma Revolução.


 


5


Do negro, me visto agora,


Da fome que dá vergonha.


Só vejo no ar morcegos,


Corvos, vampiros, falcões:


De ganância estou cercado!


São políticos os cegos


Que só pensam em cifrões.


Da saúde, paz e pão,


Do trabalho e educação,


Aos poucos, estou privado!


Doze Investidores, sete Fundos,


Três Banqueiros e um Mercado.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...