02 novembro 2024

Um dia como os outros (199)

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(…) Normalmente, o voto da minoria negra vai esmagadoramente para os democratas. Desceu de valores que se aproximaram dos 90% com Joe Biden para menos de 70%. A resposta foi simples: porque a candidata é mulher, mesmo sendo ela própria negra. (…)

(…) O ex-Presidente manifesta um desprezo absoluto pelas mulheres. Para Harris, a mulher negra que se atreveu a desafiá-lo, reserva os piores insultos. Uma mulher inteligente, preparada, ao mesmo tempo forte e elegante, é uma afronta à sua masculinidade. Este sentimento difuso está presente na América que vota. (…)


Teresa de Sousa - Público 02/11/2024


Um dia como os outros (198)

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(…) É a doença dos EUA –​ sim, porque votar em Trump significa ser cego, surdo e mudo, cruel e violento, e não me venham com o aumento dos custos da mercearia, porque o voto em Trump transporta muitas outras coisas, e quem vota sabe. (…)

(…) A complacência com os crimes de Trump, o medo que ele inspira, os poderosos apoios interesseiros que fecham os olhos a tudo para ganhar dinheiro e poder manietaram a justiça americana e permitiram-lhe uma impunidade que ninguém deveria ter. Trump, que é contra a democracia, beneficiou das fragilidades da democracia, usando três coisas: a manipulação da política-espectáculo, hoje uma das maiores ameaças à democracia; o dinheiro para pagar uma litigância infinita e para corromper testemunhas e processos; e o medo da retaliação e vingança que ele promete como quem respira. (…)


José Pacheco Pereira - Público 02/11/2024


01 novembro 2024

Ensurdecer

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The Lone House (The Empty House)


John R. Grabach


 


Lentifico os movimentos os gestos os passos


a casa aproxima-se e eu vazia


a chave na porta e o silêncio do outro lado.


Não sei como encher os cantos se a tua voz me falta.


Abro o volume do rádio o mais alto que posso


para que a saudade não me ensurdeça.


 

Se tivesse um voto

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Para além da minha compreensão

O inimaginável


Isto é gente de Trump, nos EUA, hoje em dia (a partir dos 39 segundos).


Parece mentira, mas não é.

Ir e vir de Segóvia a alta velocidade

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Estava muito curiosa com a viagem em alta velocidade que ia fazer para Segóvia. Achava, não sei porquê, que se deveria sentir qualquer coisa diferente de um comboio normal, como os nossos.


Lá fomos para a estação Chamartín, apanhar o AVE para Segóvia. Fomos quase a correr, porque havia trânsito (bem, correr é uma forma de dizer, porque eu ando, e devagar). Bilhete já comprado online, passar a segurança, entrar no AVE, sentar e...


Igual a qualquer outro comboio, com excepção da velocidade – cerca de 230 Km/h. Em 30 minutos chegámos à estação de Segóvia. Fantástico! Temos que investir na ferrovia de alta velocidade, pois é cada vez mais lógico, para distância pequenas e intermédias, deixar de usar aviões. É mais ecológico, rápido e confortável.


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Segóvia, localizada no sopé da Sierra de Guadarrama, é uma cidade famosa pelo seu Aqueduto, um dos aquedutos romanos mais bem conservados, tendo sido declarada Património da Humanidade (a cidade velha e o aqueduto) pela Unesco, em 1985.


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É, de facto, imponente. Pont-du-Gard é bastante maior. Mas o Aqueduto parece dividir a cidade e dar-lhe uma característica de centralidade e protecção muito interessantes.


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Deambulámos pela cidade, fomos à judiaria, visitámos a catedral, subimos um pouco as muralhas, enfim, acrescentámos mais uns trrrrrrreinos funcionais à minha pessoa, que se sentia muito pouco fit com tanta subida e descida.


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Não podia faltar o cochinillo (leitão assado) que estava delicioso. Regressamos (eu cansada) felizes, por mais um dia de passeio e de boa e querida companhia.


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Depois da volta, também em AVE, e do descanso obrigatório para repor as forças, acabamos o dia com o repasto no Asador de Aranda. Desta vez foi um Cuarto asado de lechazo (cordeiro assado que se desfaz na boca) que estava mesmo divinal. O calor da sala, também motivado pelo excelente vinho bem escolhido pelo meu guia particular, amoleceu ainda mais o meu corpo, que se acomodou bem acomodado na cadeira, saboreando lentamente a refeição.


Que maravilhoso dia e que bem passado!

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...