08 setembro 2024

Funeral Blues

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Sam Walsh



Nemo Shaw


 


Stop all the clocks, cut off the telephone,


Prevent the dog from barking with a juicy bone,


Silence the pianos and with muffled drum


Bring out the coffin, let the mourners come.


 


Let aeroplanes circle moaning overhead


Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.


Put crepe bows round the white necks of the public doves,


Let the traffic policemen wear black cotton gloves.


 


He was my North, my South, my East and West,


My working week and my Sunday rest,


My noon, my midnight, my talk, my song;


I thought that love would last forever: I was wrong.


 


The stars are not wanted now; put out every one,


Pack up the moon and dismantle the sun,


Pour away the ocean and sweep up the wood;


For nothing now can ever come to any good.


 


W. H. Auden

02 setembro 2024

Mar de Setembro

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O mar de Setembro, passos lentos, jornal, mãos dadas, carinho no espalhar do bronzeador.


Os banhos, as conversas, os sussurros, as sestas, os já habituais restaurantes, tão velhos como velhos estamos, uma série às escuras, no ecrã gigante, com um licor bem gelado de acompanhamento.


Quantas vezes ainda te verei ao meu lado, nas nossas convencionais férias, nos nossos convencionais gostos, nos nossos tão nossos convencionais amores?

23 agosto 2024

Direitos inalienáveis

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"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness"


Declaração da Independência dos Estados Unidos da América



 


A campanha presidencial dos EUA adquiriu, desde a desistência de Joe Biden, uma centralidade e uma importância que já se previam, mas com uma direção mais ou menos inesperada, com o seu quê de revolucionária.


Pela primeira vez desde há muitos anos, é a luta por valores humanistas, a pela comunidade, pela verdade, pela honestidade, pelo respeito pelos outros, pelo serviço público, pelo direito à procura da felicidade, em confronto com o primado do momentâneo, do materialismo, do egocentrismo, da exclusão, da marginalização, da glorificação do poder pelo poder, da razia de tudo o que nos cola como seres humanos – amor, empatia, compaixão.


Os democratas perceberam que é fundamental que estes valores sejam recuperados, que a vivência em democracia depende da decência e da vontade de servir os outros, muito mais do que a vontade de se servir a si próprio.


Há uma diferença fundamental nestas duas visões da sociedade e da política. Os republicanos tentam arrastar Kamala Harris para as explicações económico-financeiras da sua presidência, tentando marcar a agenda com os únicos temas que sabem que podem assustar o povo - imigração, crise, desemprego. Porque a sua liderança é pelo medo, pela mentira, pela vingança.


Espero que Kamala Harris marque a agenda pela diferença de valores, responda não às provocações de Trump, mas aquilo que considera fundamental num Presidente dos EUA, com um poder de influência mundial.


É hora de voltarmos ao futuro, sendo revolucionariamente alegres e audazes, verdadeiros e capazes de desafiar os azedumes, as traições e os enganosos milionários.

As dificuldades de Hugo Soares


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Trump ou Kamala? “Teria muita dificuldade” em escolher


Hugo Soares tem “discordâncias profundíssimas com a forma de estar e de fazer política de Donald Trump”, mas não suficientes para ter a certeza de que votaria em Kamala Harris. Se fosse eleitor nos EUA e tivesse de votar no sufrágio marcado para novembro, “teria muita dificuldade” em escolher entre o candidato do Partido Republicano e a do Partido Democrata. A entrevista do secretário-geral do PSD ao Expresso foi feita na terça-feira, poucas horas antes do aparecimento do casal Obama na convenção dos democratas, em Chicago, e, questionado sobre a disputa que está no centro da política internacional, Hugo Soares respondeu que conhece “muito pouco” de Kamala Harris, que não foi uma vice-presidente com “destaque que desse para o mundo conhecer profundamente o seu pensamento”.


Expresso





Estes são momentos definidores decisivos para quem assume cargos políticos.


Ter dúvidas entre um criminoso, anti-democrata, desequilibrado, vigarista, trapaceiro, sexista, predador, racista como Donald Trump, e outra qualquer candidata que, por muito mal que se conheça, tem mostrado ser o contrário de tudo isso, inclusivamente nos anos que já passou em serviço público nas várias funções exercidas, nomeadamente como Vice Presidente dos Estados Unidos, é definidor de quem o diz.


E é precisamente essa a escolha que, em novembro, será a dos americanos.


E será a escolha de todos nós, em qualquer momento das nossas vidas.


Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...