
Ainda há tempo.
O voto é a arma democrática mais poderosa.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

Girl with Grandmother
A realidade torna-nos em gente muito mais comum do que nos pensamos, até mesmo em clichés ambulantes. Também me está a acontecer a mim.
Acordada à hora costumeira, seja semana ou fim dela, o meu primeiro pensamento foi para aquela coisinha minúscula e fofa que me virá visitar mais tarde, aquela pequenina bolinha de ternura que faz agora parte de mim.
Essa ideia veio acompanhada do planeamento do lanche para quem a vier ver, com bolo à mistura, chá, etc. tudo aquilo a que as avós têm direito de fazer para que tias e bisavós tenham o direito de comer.
Há uma semana reiniciei as aventuras culinárias com bolo de laranja, daqueles que usam a laranja toda. O forno portou-se bem e o bolo ficou bastante bom.
Hoje será de banana, porque há umas que estão a amadurecer perigosamente na cesta e precisam de uma atenção redobrada.
No entanto, os pormenores das tabelas de conversão de pesos e medidas, são um quebra-cabeças – chávenas, xícaras, copos e colheres, de todos os tamanhos e feitios, para sólidos e líquidos, são medidas muito pouco científicas. Gosto de gramas, quilos, litros e mililitros. Mas nada me demove, nem a proibição médica de pegar em pesos com o braço a consolidar. Paciência, terei de ser imaginativa.
Entre as dentadas e a degustação que se antecipam, os carinhos e os beijos naquela maravilhosa pequenina, haverá lugar a acaloradas discussões político-filosóficas, a propósito do andamento do país e do mundo, que não conseguimos salvar.
Há lá melhor forma de passar uma tarde de sábado?
BOLO DE BANANA

Liguei o forno a 180 graus; no copo misturador, coloquei 3 bananas aos bocadinhos, 180 ml de óleo, 80 ml de leite, 3 ovos e 300 gr de açúcar amarelo. Previamente tinha moído 300 gr de flocos de aveia (não tinha farinha) e misturei 1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio (não tinha fermento).
Logo que a mistura ficou bem homogénea, fui juntando a farinha de aveia com uma colher de pau. Depois de tudo bem ligado, enchi 2 formas anti-aderentes de bolo inglês e coloquei no forno, por 30 minutos (como o forno é eléctrico, deixei-o lá dentro até esfriar, para acabar de cozer).

Não, não tinha qualquer saudade de ouvir a voz de Pedro Passos Coelho, aquela tão melódica voz de barítono que cantava lalala lalala.
Não tinha nenhuma saudade de ouvir aquelas construções gramaticais e de tom professoral que, do alto do seu clamoroso falhanço de políticas económicas e sociais, de cujas promessas todos nos recordamos, de cujo incumprimento das mesmas também todos nos recordamos e dos anos de chumbo de que ninguém se esquece.
Para além da incapacidade que revelou de cumprir o que prometeu, Pedro Passos Coelho resolveu cavalgar a onda da extrema-direita, talvez pensando que pode chamar o voto do CHEGA para a AD.
Mas quem agita o fantasma do aumento da insegurança associado à emigração, quem avisa o líder do partido que tem que ganhar o poder e tem que fazer as alianças que forem necessárias para o atingir, não merece sequer o líder do seu partido, aquele que agora pressiona para desdizer aquilo que já disse, por inúmeras vezes.
A indecência tem muitas formas, mas é só isso – indecência.
Convém ouvir o chorrilho de lalala lalalas que proferiu.
Não nos esqueçamos do que foi Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, etc.
Governou durante mais ou menos 1 mês, não sei se demorou mais ou menos que uma alface fresca
Mariana Mortágua - BE
Vamos a Votos - Antena 1 (a partir mais ou menos dos 07:30 minutos)
Não tenho problema de assumir publicamente que a prioridade máxima são os jovens portugueses, os filhos de Portugal
Luís Montenegro - AD
Nota: ASSINE UM JORNAL

Não sei se a cor dos teus olhos me fascina
Porque do brilho e da tenra curiosidade
Me respondem as cores sem nome
Desamparadas numa escolha indecisa
Do basalto vulcânico da madeira que conforta
Escuros e risonhos questionam o futuro mundo
Assim te será entregue qual destino impreciso
A publicidade é um espelho da evolução da sociedade. Pode ser muito interessante e inspiradora, inócua ou, simplesmente, abjecta.
Na última categoria considero o anúncio aos Cheetos, que passa inúmeras vezes na TV, e que apela ao egoísmo, à falta de sentimento de inter-ajuda e generosidade. É mesmo revoltante. Não percebo bem o que a campanha quer, se calhar é só tonta e incompetente, mas mostra muita coisa indecente.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...