
Não, não tinha qualquer saudade de ouvir a voz de Pedro Passos Coelho, aquela tão melódica voz de barítono que cantava lalala lalala.
Não tinha nenhuma saudade de ouvir aquelas construções gramaticais e de tom professoral que, do alto do seu clamoroso falhanço de políticas económicas e sociais, de cujas promessas todos nos recordamos, de cujo incumprimento das mesmas também todos nos recordamos e dos anos de chumbo de que ninguém se esquece.
Para além da incapacidade que revelou de cumprir o que prometeu, Pedro Passos Coelho resolveu cavalgar a onda da extrema-direita, talvez pensando que pode chamar o voto do CHEGA para a AD.
Mas quem agita o fantasma do aumento da insegurança associado à emigração, quem avisa o líder do partido que tem que ganhar o poder e tem que fazer as alianças que forem necessárias para o atingir, não merece sequer o líder do seu partido, aquele que agora pressiona para desdizer aquilo que já disse, por inúmeras vezes.
A indecência tem muitas formas, mas é só isso – indecência.
Convém ouvir o chorrilho de lalala lalalas que proferiu.
Não nos esqueçamos do que foi Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, etc.
Boa noite
ResponderEliminarNão nos esqueçamos de quem nos governou, governa e pelos vistos continuará a governar desde 1976.
Não, não me falem do Chega e do IL, esses são salazaristas que fugiram dos botes do CDS e do PSD e são tão incompetentes hoje como quando pertenciam aqueles partidos. De novo apenas trazem a linguagem clara do regresso ao passado. Só enganarão quem nunca conheceu o salazarismo, ou os que não têm a mínima noção do que foi, nem estão interessados em saber.
Bom fim de semana,
Zé Onofre