Emma Black
TheNetherlands Bach Society
All of Bach
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

Hoje esteve um dia luminoso, branco e frio. À noite já apetecem sopas, porque nos aquecem e porque são uma forma de fazer um jantar mais leve.
Decidi fazer uma sopa de tomate, com ovo escalfado. Procurei receitas na internet e adaptei à minha moda, muito ao jeito do Henrique Sá Pessoa.
Enchi os pratos com a sopa, coloquei um ovo em cada prato e acompanhei com o pão torrado.
Uma delícia!

Gostei muito de ouvir a entrevista com Manuel Alegre, na TSF.
Revejo-me em muito do que diz. Mesmo em muito.
O PS não pode perder a sua marca e não pode aceitar ser tratado como um partido inimigo e de direita pelos seus ex-companheiros.
É completamente estapafúrdio ouvir Catarina Martins dizer que foi António Costa, em conluio com Marcelo Rebelo de Sousa, a provocar o chumbo do OE para que houvesse novas eleições. Tal como é absurdo da parte de Jerónimo de Sousa dizer que não queriam eleições.
A solução nunca poderia ser outra que não a clarificação política com eleições.
Deixem-se de desculpas tontas. A responsabilidade tem que ser assumida. Se as eleições são inoportunas, deveriam ter pensado nisso quando decidiram votar contra o OE.
Como se por acaso encontrei o mar
arrastado por ondas de areia e peixes verdes
numa textura de segredos longínquos
na sombra da espuma que em silêncio se desfaz.

Freedom
A sensação de que corremos contra um tempo que nos ultrapassou, cada vez mais distante.
Há 16 anos era uma pessoa muito diferente. E o meu mundo também não se assemelhava em nada com o de agora. Ou os meus olhos vêm outro mundo, outra vida, outro tempo.
Vou-me sentindo cada vez mais fora destas modas caducas e cada vez menos duradouras. As redes sociais, ao contrário do que pensava, limitam-me a liberdade de expressão, tal o policiamento e o bullying que observo. E a auto-censura impõe-se.
Vai-me apetecendo cada vez menos intervir. Qual o objectivo? Qual a necessidade?
Mesmo assim continuo. Por teimosia ou falta de censo.
Não faz mal.
Aos que ainda me seguem o meu muito obrigada pela paciência e pela resistência.
Ainda continuo.

Chegámos ao fim de um ciclo.
Aos eleitores cabe agora fazer a avaliação da actuação do governo e do PS, dos partidos da Geringonça e da oposição de direita. Aos eleitores cabe agora definir o futuro.
Com tristeza e indignação vamos assistindo a declarações incompreensíveis e inaceitáveis, como as de Paulo Rangel ao pretender eleições para o fim de Fevereiro, ou as de Jerónimo de Sousa, pretendendo que não queria eleições, e também a atitudes presidenciais, como a audiência concedida a Paulo Rangel.
As eleições são a solução, mas o país não pode viver em suspenso por mais 4 a 6 meses, entre o acto eleitoral, formação de governo e aprovação do Orçamento de Estado. É bom que todos os protagonistas políticos assumam as suas responsabilidades e facilitem a celeridade dos procedimentos constitucionais.
Que se demita o Primeiro-ministro, que o Presidente dissolva o Parlamento e marque, para o mais breve possível, o dia das eleições, para que os eleitores, cansados de uma crise que não compreendem e que os assusta, possam decidir os próximos passos.
É muito importante que todos nós nos apercebamos do que está em jogo. A vez da direita e da extrema-direita coligadas, a vez do PS em maioria absoluta, a manutenção do (des)equilíbrio da última legislatura, ou um bloco central.
Certa mesmo é a tentativa de assalto ao poder de Paulo Rangel e Nuno Melo, que se preocupam mais com as suas ambições do que com o país, é a muito provável subida do Chega e o iminente regresso de alguns dos protagonistas do governo da troika.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...