22 janeiro 2021

Tudo para saber como e onde votar

Ir ao link https://www.recenseamento.mai.gov.pt/


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escreve-se RE espaço nº de BI ou CC espaço Data de Nascimento no molde AAAAMMDD


 


Tem que levar máscara e caneta.


No domingo vamos VOTAR

A raridade de um ser pensante e sensato


Para quem tiver interesse em saber quem é o Professor Jorge Torgal.

No domingo vamos VOTAR!

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No domingo seremos mais que o medo, o egoísmo, a xenofobia, o racismo, a boçalidade, o machismo.


No domingo seremos mais que a pandemia, seremos uma democracia feita de gente inteira, que sabe que é nos tempos mais complicados e escuros que pode fazer a diferença.


No domingo encontraremos a caneta para assinalar a nossa escolha livre, a máscara para protegermos os outros, o gel para nos desinfectarmos de todas as ameaças virais, sejam elas de partículas invisíveis ou de inqualificáveis grunhos que aprenderam bem as lições trumpescas.


No domingo vamos esquecer as queixas, as dores e os isolamentos. No domingo vamos blindar-nos contra os maus presságios.


No domingo vamos vestir todas as cores da vida, vamos ajudar a vencer as adversidades. No domingo seremos nós a decidir.


No domingo – vamos VOTAR!

12 janeiro 2021

Corridinho pandémico

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Mário Costa


 


Vá de roda vai de roda


Vai de roda sem fartar


Já se foi e vem de volta


Vamos lá a confinar


Uma volta pra um lado


Fecha a porta por favor


A saltar pro outro lado


À janela sem andor


 


É preciso arejar


Com Inverno que frescor


Canta e dança mas sem par


Ser viral é um horror


Ora volta prá direita


Vamos lá todos votar


Ora torce bem à esquerda


Nesta estrada circular


 


Ora volta para cima


No carrocel da desgraça


Ora roda lá pra baixo


Abana bem a carcaça


Vá de roda vai de roda


Leva o vírus ao tapete


Vai na volta desta roda


Que a vida não se repete


 

10 janeiro 2021

Dos regimes que escolhemos

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Os debates das presidenciais foram dominados por André Ventura. Não que André Ventura se tenha mostrado merecedor disso, mas porque os media o elevaram ao centro de todas as atenções. Não só lhe deram protagonismo naqueles em que era um dos oponentes, na maioria dos casos pela demissão dos moderadores em cumprirem o seu papel, como nos outros em que a sua presença, mais uma vez assegurada pelas perguntas dos moderadores, era imposta.


Mais uma vez o papel dos media nas democracias é crucial, tanto pela indispensável necessidade da sua existência, pela pluralidade de opiniões e pelo escrutínio dos vários poderes, como pela capacidade de manipulação e modelação da opinião pública.


A forma como as prestações são avaliadas, nomeadamente a unanimidade das loas a Vitorino Silva, pela autenticidade, pela criatividade e pelo fantástico uso das metáforas, é espantoso. Chego mesmo a pensar que devo ter uns óculos diferentes dos restantes, pois tudo o que vi foi uma lamentável tristeza de inanidades ditas e reditas por alguém que se está a candidatar, é preciso que não nos esqueçamos, ao cargo de Presidente da República.


Debates de 30 minutos são tudo menos esclarecedores, mesmo que tivessem corrido brilhantemente. Na maioria dos casos as perguntas versaram tudo menos o que de facto importa na Presidência da República. Com raras excepções, como a postura dos candidatos aos acordos e maiorias de governo, por exemplo.


Para conhecer os candidatos, as suas posições políticas e éticas, a sua forma e opções de vida, era preferível entrevistá-los com calma. Assisti a duas entrevistas feitas por Rui Unas a Ana Gomes e a Tiago Mayan que foram muito mais informativas e interessantes que qualquer dos debates.


Penso que o mais importante objectivo destas eleições é reduzir ao máximo a abstenção e tentar mobilizar, no meio da pandemia, os cidadãos a votar. Temos de nos convencer que quanto mais longe estivermos das nossas obrigações cívicas, quanto mais nos demitirmos de intervir e de escolher, participando nos actos eleitorais, mais frágil será o nosso regime democrático.


E todas as eleições são importantes. Esta também é. De um momento para o outro o Presidente pode ser a peça fundamental da nossa vida colectiva. Para isso temos que escolher aquele que pensamos ser a melhor e mais apta pessoa para o desempenho dessas funções.


Os adeptos dos extremismos nunca se abstêm. Os moderados é que negligenciam esse seu dever. Basta assistir ao que se está a passar nos EUA. A omissão e o oportunismo de muitos dos que estavam perto de Trump, que permitiram que aquela criatura se candidatasse a Presidente e que, após a eleição, se mantivesse no cargo à custa de mentiras e de atitudes indignas e que envergonham os mais distraídos, são exemplos a que devemos estar atentos para que não se repitam aqui.


Não, André Ventura não tem graça, não é um fenómeno ridículo e residual. A verbalização dos mais negros instintos do ser humano passou a ser a norma, os insultos e a gritaria, o abandalhar da moral e da ética passou a ser vista como o novo normal, para usar um dos jargões da época.


Ouvi há dias alguém defender que a redução e quase desaparecimento dos hábitos de leitura têm como consequência um enorme encolhimento do vocabulário e da capacidade de elaborar pensamentos mais complexos, o que deixa os cidadãos acríticos e crentes nas mais diversas idiotices, presos dos aldrabões e vigaristas que proliferam. Se olharmos para os nossos aprendizes de Trump não podemos deixar de concordar.


Em tempo de pandemia há formas alternativas de exercer o direito de voto. Basta ir a este link para nos informarmos.


E pensemos, interroguemos as nossas consciências. Julgar os outros é muito mais fácil do que tentar perceber as dificuldades pelas quais passa tanta gente, pelos mais diversos motivos. O racismo, a xenofobia, o desrespeito pelas mais elementares direitos humanos nunca resolveu problemas, só causou caos, miséria e sofrimento atroz. As ditaduras nunca foram a resposta a pandemias, desigualdades, corrupção ou pobreza.

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...