
Aqui está uma bela oportunidade para se cruzar com pessoas que há muito tempo não via, fazer uma bela tertúlia no café, tentando salvar o mundo, ou aproveitar para dar um passeio a pé, que está um dia lindo!
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

Aqui está uma bela oportunidade para se cruzar com pessoas que há muito tempo não via, fazer uma bela tertúlia no café, tentando salvar o mundo, ou aproveitar para dar um passeio a pé, que está um dia lindo!

O desenvolvimento das teorias e noções sociais que vêm o indivíduo como o centro do mundo, na nossa sociedade ocidental, fez aumentar exponencialmente a auto-indulgência. A publicidade alimenta e alimenta-se dos slogans que promovem a satisfação individual e que centram nela a melhoria do mundo. Fazer bem primeiro a si próprio depois ao outro.
A realidade é que estamos cada vez mais egocêntricos. O primado da preocupação pelos outros e da entrega aos outros foi substituída, colocando o indivíduo como a sua principal prioridade. Cada vez mais arranjamos justificações para não cumprirmos o que não nos diga estritamente respeito. Não ter tempo e precisar de tempo para si próprio é a mais recorrente. Por muito real que seja a confusão e ruído nas nossas vidas, implicando a necessidade de recolhimento e fuga, não podemos refugiar-nos nesse alheamento no que diz respeito à vida colectiva.
Não há razão, justificação ou desculpa para não votar. É um acto de cidadania ao nosso serviço e ao serviço dos outros, é uma escolha que define a nossa sociedade. Está em causa uma ideia de comunidade, de relação entre povos e indivíduos.
Para quem ainda não sabe onde votar: enviar um sms para o número 3838 com o seguinte texto:
RE espaço número do CC espaço data de nascimento no formado aaaammdd
Ex: RE 1234567 19820803
ou ir ao portal https://www.recenseamento.mai.gov.pt/
Votar é uma obrigação moral.

Ninguém se interessa pelas eleições europeias, nem os próprios candidatos ao Parlamento Europeu, pois não falam dela. Não falam da enorme importância destas eleições, onde o perigo da organização de uma ala que se propõe destruir por dentro os ideias europeus é real e assutador.
Numa altura em que espreitam os populismos de todas as cores, os justicialismos, a desregulação dos direitos sociais, do trabalho, a escalada da xenofobia e dos racismos, a inacreditável saga arrastada do BREXIT, a crise da Catalunha, tudo nos deveria alertar para a importância da Europa como espaço de democracia, respeito pelas minorias e pelos direitos humanos, tolerância e direitos sociais. Pelo contrário, trocam-se acusações estapafúrdias e sórdidas, de forma a que qualquer pessoa que queira ouvir qualquer coisa sobre a Europa, desliga de imediato.
Pode ser que os cidadãos se mobilizem, apesar das campanhas e das tristes figuras a que temos assistido. Espero sinceramente que sim.
A Europa ainda é um projecto de paz e tranquilidade. Façamos dela uma realidade e apostemos na democracia. Todos a votar, sempre, com alegra e responsabilidade.

“Groselha, na esplanada, bebe a velha,
e um cartaz, da parede, nos convida
a dar o sangue. Franzo a sobrancelha:
dizem que o sangue é vida; mas que vida?
Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?”
Alexandre O’Neill, in ‘De Ombro na Ombreira’


Não deixem para os últimos dias.
Estes espectáculos costumam esgotar depressa.

candidato Rangel
Acabo de ouvir o candidato Paulo Rangel a associar este governo e a sua negligência em relação ao SNS ao aumento da taxa de mulheres na gravidez e/ ou parto.
É absolutamente irresponsável fazer, neste momento, qualquer tipo de acusações, pois não se sabe, sequer, se este é um aumento pontual ou uma tendência que se irá manter; quando a escassez de dados e as opiniões de quem sabe desta matéria (tal como aconteceu com o aumento das mortes neo-natais) aconselham cautela e indicam como provável causa o aumento da idade das mulheres que engravidam.
Este é um assunto demasiado importante e grave para se usar desta forma obscena. Não pode valer tudo. Mesmo para um candidato como Paulo Rangel, isto é surpreendentemente mau.
Os partidos da coligação negativa ensaiam vários contorcionismos, da direita à esquerda, para que se desfaça a ameaça de eleições antecipadas.
Jerónimo de Sousa psicanalisa: "fixado numa eventual maioria absoluta".
Assunção Cristas faz uma pirueta: "Para nós a decisão é muito simples: ou o Parlamento aceita as nossas condições ou não aprovaremos qualquer pagamento."
Rui Rio... estará a ensaiar um flick flack à rectaguarda?
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...