20 julho 2017

Democracia - a linha divisória

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Comunistas portugueses defendem Maduro


 


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PCP votou contra homenagem a dissidente chinês. E ouviu: “Lembram-se de Tiananmen?”


 


O PCP não aprende nada com a História. Mantém a mesma linha ideológica totalitária e, contra as maiores evidências de atropelos à democracia, desde que perpetrados por regimes próximos dos comunistas, negam-os, enquanto os mesmos atropelos dos regimes de direita, denunciam-nos.


 


É por estas e por outras que a coabitação com o PS deixa tanta gente, eu incluída, com um sabor amargo e com a sensação de se estar a ultrapassar a linha que divide os verdadeiros democratas, que defendem a liberdade de expressão de pensamento e aceitam o jogo democrático, dos defensores das ditaduras, mesmo que empreguem muitas vezes a palavra democracia.

Esclarecimentos

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Estive a ouvir a entrevista a Azeredo Lopes, o nosso Ministro da Defesa, na RTP play.


 


Gostei muito e fiquei esclarecida de algumas coisas. Só tenho pena que estes esclarecimentos tenha vindo, quanto a mim, um pouco tarde.


 


Portanto, se bem percebi:



  • para além de material obsoleto foram roubados armamentos importantes e perigosos;

  • não têm razão os que dizem que a divulgação da lista foi feita, em primeiro lugar, pela imprensa espanhola;

  • estão a decorrer as averiguações para apuramento de responsabilidades do crime (porque é de um crime que se trata);

  • a inoperância da vigilância electrónica era já bastante antiga (2009)

  • o governo estava avisado deste problema e actuou rapidamente (segundo o ministro em 32 dias)

  • todos concordam - governo e chefias militares - que a responsabilidade da segurança dos paióis é estritamente militar


 


Posso ter sido demasiado célere em pedir a demissão do Ministro da Defesa. Mas sinceramente, não entendo porque ele próprio não esclareceu todos estes pontos mais cedo e à medida que surgiam os problemas e a barragem informativa, mais ou menos inventada, na comunicação social. Por isso mesmo continuo a pensar que estas situações são penosas e que trarão desgaste ao governo, mesmo que isso só seja sentido ao retardador. Acredito que a saída de Constança Urbano de Sousa e de Azeredo Lopes acabarão por acontecer, mais da primeira do que do segundo.


 


É difícil pensar com os dados viciados. O jornalismo também se demitiu da sua função de informar e aderiu ao tremendismo mediático das redes sociais. E isso está a matá-lo. E à discussão de ideias também.

19 julho 2017

Perplexidades (3)

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Não compreendo a razão pela qual há várias notícias nos jornais espanhóis que, objectivamente, lesam a imagem de Portugal, e que ainda por cima são falsas (a ser verdade o que se lê no Diário de Notícias).


 


Será que há mesmo interesse em descredibilizar o governo português, para impedir uma solução política idêntica em Espanha?

17 julho 2017

Um dia como os outros (178)

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Um mês depois da tragédia, evocando respeitosamente as vítimas, acompanhando a dor dos seus familiares, agradecendo o heroísmo anónimo dos que combateram o fogo e dos que testemunharam e testemunham solidariedade, relembro a exigência de apuramento total de factos e de responsabilidades, e de reconstrução imediata, em clima de trégua eleitoral local, aliás à medida da ilimitada generosidade do povo português.


Sessenta e quatro mortos interpelam-nos, exigindo verdade, convergência e reconstrução, com a humildade de assumirmos que os poderes públicos não corresponderam às expectativas neles depositadas.


 


Marcelo Rebelo de Sousa

Perplexidades (2)

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Por muito que quiséssemos era obviamente impossível, a qualquer governo, ter resolvido os enormes problemas das pessoas que ficaram sem nada em Pedrógão Grande e nas restantes áreas calcinadas pelos incêndios. Como também é absolutamente demagógico dos nossos anteriores governantes, exigirem que o dinheiro da solidariedade já estivesse nas mãos de quem necessita, sem qualquer veículo estatal que o possa acautelar e colocar nas mãos de quem dele precisa, ou grandes responsabilidades em relação ao SIRESP, como se fossem alheios a tudo o que diz respeito ao Estado.


 


Mas também me parece que as críticas à PT e ao SIRESP da parte de António Costa são dispensáveis. O que se espera do governo é que actue, não que se queixe, mesmo que tenha razões para isso.


 


Não sei já precisar se foi ontem que ouvi, na televisão, uma responsável pela protecção civil assegurar que as falhas verificadas nas comunicações, através do SIRESP, não tinham tido consequências porque havia sistemas de redundância de comunicações para evitar ausência total das mesmas. Fiquei perplexa outra vez, pois está tudo a colocar-se exactamente ao contrário: o SIRESP deveria servir para que as comunicações não falhassem quando os sistemas normais deixam de cumprir.


 


Porque não acabam com um sistema que, pelos vistos, é caro e não serve para nada?

Perplexidades (1)

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Confesso a minha total perplexidade pela renomeação dos Comandantes exonerados aquando do conhecimento público do roubo de material militar em Tancos.


 


Afinal já se sabe o que se passou? O Exército já concluiu quem roubou, quando, porquê, etc.? E se sabe, não será altura de também nós sabermos? É que o facto dos cinco Comandantes reassumirem as suas funções parece significar que estão isentos de qualquer tipo de responsabilidades.


 


Não percebo.

Maria dos cacos

Maria dos Cacos era, na verdade, Maria Póstuma, o nome da primeira grande ceramista de Caldas da Rainha. Filha e neta de oleiros, nascida no...