Portugal campeão da Europa 2016
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
10 julho 2016
04 julho 2016
A noite do meu bem
Dolores Duran
Zizi Possi
Nana Caymmi
Milton Nascimento
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
quero a primeira estrela que vier
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
quero o abandono de flores se abrindo
para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
quero ternura de mãos se encontrando
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero o amor, o amor mais profundo
eu quero toda beleza do mundo
para enfeitar a noite do meu bem
Mas como esse bem demorou a chegar
eu já nem sei se terei no olhar
toda ternura que eu quero lhe dar
03 julho 2016
Das surpresas pouco surpreendentes
É claro que Maria Luís Albuquerque tem toda a razão.
Se ela fosse (ainda) Ministra das Finanças, significaria que o governo do País era (ainda) de direita e que o Primeiro-ministro seria (ainda) Passos Coelho, e que o Vice Primeiro-ministro seria (ainda) Paulo Portas.
Ou seja, que a Comissão Europeia e o Eurogrupo certamente nunca avançariam com sanções a Portugal, mesmo que o défice tivesse dobrado os 3%.
Ou seja, que Wolfgang Schäuble e Klaus Regling não estariam minimamente preocupados com Portugal, porque Portugal (ainda) era um membro de pleno direito do status quo europeu.
Ou seja, a vontade de sancionar Portugal não tem nada a ver com o défice de 2015, mas apenas com a ousadia e o despautério deste País por ter arranjado uma Geringonça, ao contrário da Caranguejola que o status quo europeu queria que (ainda) governasse.
26 junho 2016
O(s) Impostor(es)
Javier Cercas escreveu sobre Enric Marco Batlle, um catalão que durante décadas inventou a sua própria biografia como lutador anti fanquista e sobrevivente do campo de concentração de Flossenburg, desmascarado por um historiador em 2005. É um extraordinário livro, como costumam ser os dele. Vale a pena ouvir esta conversa sobre os difíceis anos em que a história se impôs e cresceu dentro dele.
Mas não será caso único nem original. Joseph Hirt, autoproclamado sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, é também um impostor, tendo admitido o embuste em que transformou a sua vida, após ter sido desmentido por um professor de História.
Dá que pensar como foi possível enganarem tanta gente durante tanto tempo.
Da (re)afirmação democrática
Desfilam comentadores e jornalistas a repetir à exaustão que os jovens votaram a favor da manutenção da Grã-Bretanha (GB) na União Europeia (EU) e que agora vão ter menos oportunidades de emprego, para além de se informarem os cidadãos de que os jovens se manifestam na rua e na internet contra a saída da GB da EU.
Portanto: os jovens são, por definição, mais bem informados, e estão a sofrer as consequências da ignorância, xenofobia e racismo dos velhos, que os querem fechar dentro das suas fronteiras, impedindo-os de procurar a felicidade fora do seu país.
Convinha que alguém fizesse a pedagogia da democracia:
- As manifestações de rua e nas redes sociais não são semelhantes nem substituem os votos em eleições livres.
- As votos valem todos o mesmo, sejam eles de um analfabeto, de um universitário, de um velho ou de um jovem – alguém quer limitar o direito a votar? Quem será então detentor das condições para o poder exercer? Faz-se algum teste de cultura geral para assegurar uma informação mínima? Impede-se o voto após a idade da reforma ou aos 55 anos, dependendo da definição de velho?
- A democracia assenta na aceitação dos resultados, respeitando vencedores e vencidos.
- Sempre houve movimentos migratórios, antes e depois da EU, e sempre haverá, mais ou menos dificultados, mais ou menos burocratizados.
E já agora, que tantas estatísticas estão a ser feitas e analisadas, que tal perguntar a esses jovens que se manifestam nas ruas e nas redes sociais quantas vezes foram exercer o seu direito de voto, quantas vezes participaram em campanhas eleitorais, quantas vezes discutiram e debaterem política, nomeadamente os seus direitos e deveres de cidadania?
É muito importante que deixemos todos de nos comportar como crianças a quem tiraram um brinquedo. Temos que saber respeitar um povo que se exprimiu, gostemos ou não da sua vontade maioritária, perceber as razões dessa decisão e lutar, com argumentos e democraticamente, que a outra opção era melhor.
Talvez na próxima consulta eleitoral mudem de ideias. Essa é uma das vantagens da democracia – nada é imutável ou definitivo, tudo se pode alterar, sempre que o povo - todo - assim o decida. E o povo é a amálgama de velhos e novos, pretos e brancos, altos e baixos, ricos e pobres, ignorantes e sábios, rigorosos e mentirosos – um cidadão um voto – democracia.
Skoda - o carro musical
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...
-
Durante muito tempo achei que não se deveria dar palco a André Ventura e aos seus apaniguados. O que dizem é de tal forma idiota, mentiros...
-
Há uns dias recebi um e-mail do Blogger, essa entidade que se rege por algoritmos e regras que ninguém sabe muito bem como foram e são feita...
-
Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...