Apesar dos erros que estão, na minha opinião, a ser cometidos pelo PS - política de alianças, estratégia presidencial, falha na liderança da agenda política, apesar das sondagens não demonstrarem a tão ansiada subida de intenções de voto, apesar de me indignar com as incapacidades da oposição, não me restam nenhumas dúvidas quanto à infinita diferença entre esta direcção do PS e a anterior.
António Costa tem tudo para ser um excelente Primeiro-ministro: cultura política, diplomacia, honestidade, frontalidade e bom-humor, experiência governativa e coragem para enfrentar adversidades. O PS, mais devagar do que eu gostaria, é certo, tem centrado a sua acção de forma hierarquizada em relação às prioridades que definiu, com bastante habilidade e realismo. É um alívio olhar para António Costa e para os seus colegas e perceber que podemos confiar neles.