04 outubro 2014

Porque sim


Calvin & Hobbes

Da conglomeração da esquerda

 


António Costa precisa de aglomerar a esquerda. A sua presença no I Congresso do Livre é um bom sinal. E os seus opositores estão muito preocupados. O BE esfrangalha-se e o PCP teme o voto útil. Quanto a Marinho e Pinto talvez tenha subestimado a tolerância dos ses compatriotas. Havendo quem mobilize os votos com esperança na mudança, deixam de fazer sentido os vendedores de ilusões e semeadores de virtudes.


 


Agora António Costa e o PS têm que se voltar para o seu verdadeiro opositor - este governo e a sua base política. É urgente que se construa uma alternativa com uma sólida e alargada base de apoio. É urgente discutir a crise, a Europa, a dívida, os serviços públicos, a solidariedade, o desemprego, o investimento, a sociedade digna e decente em que queremos viver.

29 setembro 2014

Novo ciclo

Não é demais lembrar a forma como foram implementadas as chamadas primárias no PS – foi um expediente que António José Seguro usou para ganhar tempo e tentar arrastar a disputa pela liderança. Não só não concordava com a abertura da votação aos simpatizantes como não pensou nas implicações de uma tal decisão.


 


António Costa aceitou o repto até porque não havia outra solução. Mas parece-me que todo este assunto deveria ser repensado, pois há muitas pontas soltas e incongruências – a maior delas o facto de António Costa não ter existência em nenhum cargo formal no partido, visto que não existe a figura de candidato a Primeiro-ministro. Hipoteticamente é possível que o candidato derrotado se apresente às directas, o que não faz sentido. Portanto ouvirmos António José Seguro ufanar-se da brilhante e histórica ideia que teve é uma mistificação.


 


Independentemente de tudo isso, ontem começou um novo ciclo político. Está na altura de congregarmos ideias e esforços para vencer a crise, a crise de ânimo, de energia, de mobilização e de princípios. É altura de renovarmos o contrato de solidariedade entre todos os cidadãos, de relembrarmos o que de essencial é preciso preservar na vida comunitária.


 


Não deixa de ser interessante ouvir os comentadores criticarem António Costa por não se ter referido a António José Seguro, no seu discurso de vitória. António Costa disse que não havia derrotas e que a vitória era de todos. Se tivesse cumprimentado o seu adversário não faltariam quem o acusasse de hipocrisia, aliás com toda a razão.


 


Entretanto Jerónimo de Sousa continua igual a si próprio ao classificar as primárias do PS como uma farsa. Por aí não há novidades.

28 setembro 2014

Este cravo é nosso


 


Estas eleições primárias só têm um vencedor: o PS.


Não foram a derrota de ninguém, mas de todos os militantes e simpatizantes do PS.


Este é o primeiro dia de uma nova maioria de governo. É o primeiro dos últimos dias do actual governo.


 Observador

Haja esperança.

António José Seguro cumpriu o que prometeu e fez um bom discurso. Ainda bem. Fechou-se um capítulo.


 


O próximo Primeiro-ministro será António Costa.


 


Haja esperança. Vamos mudar!

Do ferro com que se mata e com que se morre

O resvalar da política para o populismo, baseando hipocritamente as opções políticas em moralismos e caracteres impolutos, acaba sempre por cair em cima dos mais fundamentalistas. A transformação do espaço público numa telenovela em que se fazem ataques de carácter e se pedem desculpas aos cidadãos, no mais descarado exercício de demagogia e vazio de qualquer significado, desqualifica o exercício do poder e quem o exerce.


 


É exactamente isso que está a acontecer a Passos Coelho, como antes aconteceu a José Sócrates - denúncias anónimas sugerindo ilegalidades e crimes que depois não se provam, com o único intuito de colar aos personagens em questão o opróbrio de serem e fazerem o contrário do que apregoam e do que exigem que os outros sejam e façam.


 


Enquanto não houver provas factuais de que Passos Coelho foi pago por algum trabalho que tenha realizado, tem que ser considerado inocente. Quem acusa é que tem que provar o crime, não é o contrário. Felizmente ainda não foi aceite a inversão do ónus da prova.


 


Os governantes devem ser julgados nas eleições quanto ao exercício da governação, e nos tribunais quando cometem crimes. Tal como todos os outros cidadãos, têm direito ao bom nome e à presunção de inocência. A forma como Passos Coelho reagiu não terá sido de molde a acalmar as suspeitas. E o envolvimento da Assembleia da República e da Procuradoria-Geral da República são inaceitáveis e demonstram uma falta de respeito pelas Instituições a que, infelizmente, já nos habituou. No entanto penso que fosse qual fosse a sua reacção as suspeitas continuariam. Foi, é e será sempre assim.


 


Qualquer político que caia nesta tentação, tal como António José Seguro ao pedir ao Primeiro-ministro que autorizasse a devassa das suas contas bancárias, o que lhe foi negado e, quanto a mim, muito bem, está na mira dos detectives da podridão e da calúnia - mais cedo ou mais tarde será a sua vez.


 


Nota: lembrado por A. Teixeira, um precedente dos pedidos de desculpa. 

Do futuro próximo


 


As mesas de voto estafam com fila, cheias de gente que quer escolher aquele que melhor se opuser a esta direita que nos govera.


 


Quando há razões os cidadãos mobilizam-se e participam. Estou muito esperançada numa vitória folgada de António Costa.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...