07 setembro 2014

Do chilrear e do chilreio


 


A razão que me fez entrar para a politica foram as pessoas e essa continua a ser a razão para eu estar na politica.


 


Foi em Penamacor que aprendi o valor da palavra dada. Um aperto de mão sela um contrato.
A palavra para mim é muito importante. Na vida e na política.
 


 


A razão que me levou a entrar para a política foram as pessoas.
Nunca me conformei com aquilo que existe.
Nao sonhava ser líder. Sonhava fazer bem às pessoas.


 


Os meus inspiradores são os portugueses


 


Antóno José Seguro

06 setembro 2014

Face desocultada

Fechou-se um ciclo no processo Face Oculta. Demorou muito tempo, tempo demais. Mas, pelo menos, chegou ao fim. Aguardemos o que falta, em recursos e apelos. A Justiça a funcionar.


 


Enquanto não for célere é uma justiça bastante coxa. Mais vale tarde que nunca. Aguardemos a resolução de outros processos que continuam a passo de caracol.

Haja esperança


 


Estive a ouvir aplicadamente as entrevistas de António José Seguro e António Costa à RTP e a de António Costa à TVI (não encontrei nenhuma recente de António José Seguro).


 


As críticas que se fazem a António Costa pelo facto de não apresentar medidas concretas aos problemas que se apresentam têm dois objectivos: um deles é, de facto, tentar perceber o que António Costa pensa e propõe; o outro, bastante versado pelos seus opositores, é a tentativa de que se comprometa com promessas que poderão ser utilizadas para o atacar na próxima campanha para as legislativas.


 


Nesse aspecto acho que António Costa se defendeu bem - propõe uma estratégia para o país, um plano de ideias gerais. A esta distância das próximas eleições, com as eventuais modificações que seriam bem vindas na política europeia, inclusivamente o problema da disciplina orçamental, o incentivo ao emprego, etc., compreende-se a contenção que tem. Por outro lado estará provavelmente a guardar-se para a próxima batalha eleitoral.


 


Mas gostaria muito que se tivesse rebelado contra a pergunta que lhe fez Paulo Magahães, falando da tralha socrática. É revoltante a forma como se tornou corriqueiro o achincalhamento de todos quantos trabalharam e defenderam a política dos governos de Sócrates. O que é a tralha socrática? É Maria de Lurdes Rodrigues, Correia de Campos, Pedro Silva Pereira, Carlos Zorrinho? O próprio António Costa? Seria muito refrescante e higiénico que António Costa se demarcasse das políticas com que não concorda sem aceitar tacitamente o insulto a Sócrates e ao grupo que o apoiou e que com ele trabalhou.


 


Quanto à entrevista que António José Seguro deu a Fátima Campos Ferreira, sinceramente, e bem sei que não sou isenta, foi confrangedora.


 


A sondagem da Aximage e os resultados que vão surgindo da disputa pelas federações no PS, são demonstrativas de que os militantes do PS não estarão assim tão satisfeitos com a liderança de António José Seguro, ao contrário do que os seus apoiantes sempre quiseram fazer crer. Esperemos que a inscrição dos simpatizantes seja mais expressiva e que as primárias sejam bastante concorridas.


 


Enfim, haja esperança - nas primárias e em tudo o resto.


 


Acrescento e esclareço: eu preferiria bastante que António Costa falasse já para o país, que nos enchesse com o que pensa fazer. Acho que prcisamos todos de acreditar que há alternativa a esta esgraça.

Perplexidade


 


Nunca deixará de me surpreender a tendência que as pessoas têm para se crucificarem publicamente. As declarações de Nuno Godinho de Matos, ao assumir que auferia 10 a 12000 euros por ano (60 a 68000 ao todo) para entrar mudo e sair calado das reuniões do conselho de administração não executivo do BES, por saber tanto da actividade bancária como da de calceteiro, serão para nos mostrar estupidez, ingenuidade, falta de vergonha, o quê, exactamente?

03 setembro 2014

Da (falta de) informação

A descredibilização da informação institucionalizada, tal como nos habituámos a concebê-la – jornais, rádio e televisão – é gravíssima. Qualquer notícia sistematicamente divulgada levanta de imediato suspeitas de manipulação. Isto vem a propósito da barragem mediática a que temos assistido em relação à TAP. Desde há uma ou duas semanas que todos os dias nos aparecem avarias, falhas, atrasos, problemas com os aviões, com os pilotos, com os sindicatos, enfim, repentinamente a TAP passou a ter um holofote noticioso diário, para reportar problemas aparentemente graves.


 


Mas em nenhuma das notícias é abordada a razão deste contínuo fluxo noticioso – aumentaram as avarias em relação às semanas anteriores? Houve alguma mudança nos critérios de avaliação da segurança? Quais os níveis de segurança da TAP? Em termos absolutos e em termos relativos (outras companhias de aviação europeias), como está avaliada a TAP nos vários rankings existentes? Porque problemas técnicos devem existir centenas por dia, na TAP e em qualquer companhia aérea. Não é isso que é preocupante mas a tipologia dos problemas, a forma e brevidade com que são resolvidos e os procedimentos de manutenção/ prevenção dos mesmos. Por outro lado a próxima privatização da TAP não deverá ser alheia a esta avalanche de problemas, cujo objectivo parece ser a desvalorização da companhia aérea para que os investidores privados tenham menos despesas.


 


A abordagem jornalística a que temos tido acesso não esclarece nenhuma dúvida e apenas instala a suspeição e a insegurança. Se é por incompetência ou por manipulação não sei, mas qualquer das hipóteses é muito degradante. A qualidade da informação é central no funcionamento de uma sociedade. Neste momento há outras fontes de informação e qualquer de nós se pode arrogar o privilégio de ser o seu próprio jornalista. Mas não só o conhecimento da profissão é nulo como as próprias fontes também não têm credibilidade assegurada, pelo que o trabalho jornalístico clássico ainda não tem substituição válida.


 


A cada vez maior dificuldade na afirmação dos vários jornais não será apenas fruto da crescente utilização da internet e das tecnologias de informação, mas também da enorme falta de qualidade da maioria deles. A valorização dos títulos bombásticos é preferível à veracidade dos mesmos, à verificação das fontes, ao cruzamento de dados, à investigação e estudo das matérias. Por isso a substituição da direcção do Diário de Notícias, um jornal centenário que se deveria orgulhar dos seus cabelos brancos e pugnar pela fidelização dos leitores, pode ser um sinal de esperança. Veremos se temos alguma razão para festejar.

31 agosto 2014

Em Setembro


Dean Hunsaker


 


 


1.


Ainda me lembro do perfume doce


das folhas de figueira


desfeitas pelos dedos.


Pedaços de seiva guardada


que transformarão a memória


de uma tarde morna e ensonada


no renascer de um Outono crispado


em chuvas e ventos e nocturnos


serões na leitura da esperança.


 


2.


Não esperes por mim.


Quando a estrada se abrir


estarei já no início do encontro


que tanto desejámos


no outro lado do querer.


 


Não esperes pela madrugada.


Quando o frio do mundo acordar


vestirei a teia de sonhos


em pequenos nós de espanto


no outro canto da certeza.

Persistir

António Costa faz bem em identificar como seu adversário político Rui Rio. De uma só vez demonstra que o seu combate é pelo país, pela vitória nas legislativas, e desvaloriza Passos Coelho como o representante de uma direita credível.


 


De facto precisamos de debate político, de gente inteligente e que tenha uma visão para o futuro, concordemos ou não com ela.


 


Tenho assistido ao propagandear da ideia de que António Costa é igual a António José Seguro, que não diz nada de concreto, que está rodeado de gente do passado, deserdada do poder. Era precisamente esta a estratégia de António José Seguro e do PSD - arrastar e ir minando, pelo cansaço.


 


Por outro lado não me parece que a afluência à inscrição dos simpatizantes tenha sido de molde a alegrar quem gostaria de mobilização e mudança. É triste mas a descrença na democracia é arrasadora. E a desilusão está à espreita, pois a perfeição não existe e D. Sebastião nunca regressou de Alcácer Quibir.


 


Persistência e perseverança - manter o nível e nortear o objectivo pelos grandes temas, não caindo na pequena política. António Costa é uma hipótese de mudança; António José Seguro é a certeza do marasmo e da manutenção desta direita reaccionária e retrógrada.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...