Dean Hunsaker
1.
Ainda me lembro do perfume doce
das folhas de figueira
desfeitas pelos dedos.
Pedaços de seiva guardada
que transformarão a memória
de uma tarde morna e ensonada
no renascer de um Outono crispado
em chuvas e ventos e nocturnos
serões na leitura da esperança.
2.
Não esperes por mim.
Quando a estrada se abrir
estarei já no início do encontro
que tanto desejámos
no outro lado do querer.
Não esperes pela madrugada.
Quando o frio do mundo acordar
vestirei a teia de sonhos
em pequenos nós de espanto
no outro canto da certeza.
Que beleza de mensagem. Lindo!
ResponderEliminarLindo poema, sim.
Vasconcelos
Obrigada, Vasconcelos.
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