16 março 2013

Camille Claudel

 


 



 


 


 



Bruno Nuytten


 


 


 



 Bruno Dumont


 


 


Vi o primeiro filme, com umas soberbas interpretações de Isabelle Adjani e Gérard Depardieu. Fiquei fascinada com Camille Claudel e com as suas obras, a loucura, a obsessão pela terra, pelas mãos, pela criação, o amor-ódio por Rodin e a traição do irmão. Mal posso esperar por esta versão.


 

Prelúdio & Fuga Nº 5 em Ré maior BWV 850

 



 Friedrich Gulda


 


 




 

A recompensa

 


"Troika" só envia novo cheque após despedimentos no Estado


 


Que faria se tivéssemos sido maus alunos...


Das reformas estruturais

 


Acho muito interessantes os anúncios das já feitas e das ainda por fazer reformas estruturais. São palavras na moda que não querem dizer absolutamente nada. Uma das áreas que se está sempre a reformar é a função pública. Agora fala-se em redução dos funcionários públicos. Não tenho nada contra. Conheço imensos funcionários públicos que não trabalham, que têm o seu emprego mais ou menos garantido, que se queixam todos os dias de todos os males do universo e não mexem uma palha para os melhorar. Aliás como muitos funcionários privados. Mas as rescisões que se vão iniciar serão com base em que escolhas? Quais os funcionários a dispensar? Os que não produzem e boicotam ou aqueles que têm contratos a 1 mês, renováveis ou não, que estão a recibos verdes? E estará o governo preparado para pagar bem e dar condições aos melhores quadros, de forma a ter uma função pública moderna, eficiente e ao serviço dos cidadãos?


 


Todos sabemos que o resultado desta maravilhosa reforma estrutural vai ser um estado mínimo e deficiente, burocrata, lento e medíocre. E de mais um exército de desempregados.


 

Mais de 24 horas

 



 


Apesar de meio anestesiada, pois as declarações do governo já não me espantam, começo a contar as horas de espera pelo pedido de demissão do ministro Vítor Gaspar.


 


Depois de ouvir o Bloco Central, em que Miguel Frasquilho tenta assacar a responsabilidade à Troika de não se ter alterado o rumo das medidas de austeridade, defendendo que deveria ter sido a Troika a inflectir o caminho, até pelo bom comportamento, aliás exemplar, do povo português, eu estou totalmente em desacordo. É ao governo, à Assembleia da República e ao Presidente que se devem assacar as responsabilidades. Em vez de aluno exemplar, o que esperávamos era que o governo defendesse o povo, demonstrasse que esta condução política não servia, que este tipo de medidas eram contraproducentes.


 


O problema é que este governo, este primeiro-ministro e este ministro das finanças queriam estas medidas, assumiram como deles esta política, comungam desta ideologia, foram até para além do que a Troika preconizava. Por isso acho inqualificável as tentativas que agora se fazem para branquear aquilo que foi opção do governo e da maioria.


 


Não foi a Troika que impôs, foi o governo. E o que mais me assusta é que não se vislumbra qualquer desanuviamento nos anos futuros, nos muitos anos que se avizinham. Onde está o Presidente? De que está à espera para, em segredo ou através do facebook, forçar a demissão deste governo? Tente encontrar outro com este Parlamento e, caso não seja possível, convoque eleições legislativas?


 

15 março 2013

Triste, cinzento e revoltado

 



i online


 


O governo soma e segue e continua com a incapacidade de cumprir todas as metas a que nos obrigou, depois de ter tomado todas as medidas adicionais que empobreceram e empobrecem o país, aumentam o desemprego e reduzem a esperança.


 


É um governo para lá de inacreditável, mas o que mais me entristece e desampara é que o PS não se transforma nem se revela, numa inconsistência abúlica que explica as intenções de votos nas sondagens. Por outro lado, figuras do regime que se pretendem agora fora do mesmo, figuras das décadas democráticas, com responsabilidades nas decisões e opções tomadas, nem que seja pelo seu voto, tal como todos nós, que dizem defender a refundação ou a reforma ou a remodelação, tanto faz, do regime democrático, falam dos partidos, do parlamento, das eleições e dos governos como algo a que são alheios e que cheira mal. Afirmando ao mesmo tempo que não conhecem democracia sem partidos.


 


Querem a quadratura do círculo? E porque não fundarem outro partido? E porque não filiarem-se nos que existem e lutarem, dentro deles, para a tal moralização, rejuvenescimento ou renascimento da política? Têm ideias e ainda bem, mas começarem manifestos a falar da vivência democrática como de alguma coisa de que os protagonistas devem penitenciar-se, não augura nada de bom.


 


Triste, cinzento e revoltado, o povo assiste a quem tanto por ele fala, a quem tanto por ele reivindica, a quem tanto o quer salvar e afunda. Como sabem os manifestantes da vontade do povo? Como a medem, como a auscultam, quem lhes deu a responsabilidade de o representar?


 


E o Presidente da República, o garante do funcionamento das instituições, do alto da sua magistratura clandestina não cumpre o papel de provedor do povo, de último reduto a quem recorrer. Não existe.


 

09 março 2013

African Americans

 


Grande curiosidade, confesso, grande curiosidade de conhecer os States/ Uncle Sam. Filmes de Woody Allen, Clint Eastwood, Steven Spielberg, series como CSI e semelhantes, tantos livros e conversas, algumas mais intelectualizadas, outras mais banalizadas, experiências ouvidas sobre as ignorâncias, conservadorismos, grandes inovações e maluqueiras, a tolerância, a riqueza, a violência, enfim, tudo o que associamos ao desconhecido e apetecido do que não conhecemos mas, de alguma forma, queremos. Aí vou eu com dólares e mala feita para uma semana, com os olhos e os ouvidos bem abertos para captar tudo. Segurança e mais segurança, tudo a tirar cintos e sapatos, a esventrar carteiras, a despachar laptops e telemóveis, a despejar garrafas de água e a rosnar impropérios. Muitas bandeiras e muitos welcome to america. Nova Iorque vista do ar, o reconhecimento das imagens milhares de vezes observadas na televisão, um frémito de antecipação do gozo de viajar.


 


Negros, muitos, pobres, Uma enorme simpatia de polícias, empregados de mesa, porteiros, pessoal de apoio, camionistas. Sorriso aberto, voz doce e melodiosa, how are you today, hello ladies, are you well this morning, where are you from. Metem conversa, oferecem ajuda generosamente. Alegres e ruidosos, os restaurantes são uma babel de gritaria, televisão, música, o que vier. Empregados maioritariamente negros, velhos os porteiros, os camionistas, o pessoal de apoio ao congresso; novos os empregados dos restaurantes. Há muita variabilidade de etnias: chineses, japoneses, hispânicos, leste da Europa e, hegemonicamente, african americans. Orgulho imenso no país, não há ninguém tímido. A formação para atender o cliente deve ser maciça. Há muitos sorrisos abertos que são forçados, muita alegria exagerada e falsa. Mas a maioria soa a genuíno.


 


Transportes públicos são para negros pobres. Na recepção do hotel torcem visivelmente o nariz ao falar de public transportation. Grátis, para as rotas turísticas, aonde se abrigam velhos e novos, do frio. Sinais de trânsito que privilegiam carros, pendurados dos cabos eléctricos, abanando ao vento. Tudo de copo na mão, com café, chá, soft drink ou sumos de fruta, de um lado para o outro. Guarda-chuvas à espera da chuva, dentro dos roupeiros dos hotéis. Ciência a rodos, prática, concreta, do próximo século. Nas casas de banho a água escoa automaticamente, com um som assustador, dando sempre a impressão de avaria quando se vê a água que quase transborda. Tudo é grande, desde os iogurtes à dimensão das cervejas, desde a altura dos balcões ao espaço dos quartos e das camas. Um povo que se congratula consigo próprio, simpático e afável.


 


No aeroporto a tempestade ameaça o voo de ligação. Decide-se recorrer ao comboio. Tudo é tratado – a devolução das malas, a reserva dos bilhetes, as indicações de quando e onde, shuttle grátis, ao meu lado uma repórter das United Nations mete conversa, o caminho fica mais curto. É deste tipo de aventuras que as impressões se gravam. Outra vez no aeroporto para aconchegar o tempo que se arrasta, bebe-se Heineken.


 


Prometemos voltar. Prometo que volto.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...