02 fevereiro 2013

Desistências e (des)uniões

 



 


O desfecho da suposta candidatura de António Costa à liderança do PS, após aquela cena teatral deixou-me perplexa e extremamente desiludida. Esperava, ou seja, ansiava por alguém que lesse a situação do país e que a colocasse bem à frente das suas particulares ambições. O que me parece é que, como diria alguém que conheço, António Costa amarelou. Com receio de não conseguir ganhar as eleições internas, arrumou a questão da credibilidade do PS como alternativa política.


 


Passos Coelho tem o caminho aberto para acabar a legislatura. O desemprego ultrapassará os 20% e o Estado será mínimo, como máximos serão o êxodo dos mais jovens, as necessidades dos mais velhos, o assistencialismo caritativo e a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.


 


Vale a pena ler o artigo de Fernanda Câncio, no DN (e no Jugular).


 

30 janeiro 2013

Tanguillo nuevo

 



El Bicho & Agnès Jaoui


 


Me recuerdan tus ojitos cuando te tengo
Sol de la primavera que cae muy lento
Y me pongo de puntillas si no te veo,
Que tengo miedo, si tengo miedo, si tengo miedo...


Dame, lo que me puedas dar
Dame lo que tengo
Sol de la primavera que cae muy lento.
Dame la sombra y la luz
Que sean tus ojos los que me traigan,
Los que me traigan.


Quién tuviera y tengo yo
Quién tuviera y tengo yo
El sueño y poder dormirme
Que cuando llega la noche yo estoy muy triste. (bis)


Las sombras que tiene el sol yo nunca las tengo
Se tiran por la ventana los maceteros,
Las hojas que se marchitan se caen al suelo,
Los pétalos que se pierden se caen al suelo.
Mira...


Quién tuviera y tengo yo...


Dame lo que me quieras dar
Y dame lo que tengo
El sol de la primavera que cae muy lento.
Dame la sombra y la luz,
Que sean tus ojos los que me traigan,
Los que me traigan.


Quién tuviera y tengo yo...

28 janeiro 2013

Um dia como os outros (124)

 



(...) Esta conversa não serve para retirar mérito a Vítor Gaspar, ou ao País, e atribuí-lo a Draghi. Serve para reenquadrar o debate e mostrar que a chantagem da austeridade assenta numa mistificação e numa falsa necessidade. O facto do BCE poder determinar, de forma soberana, as condições de financiamento de um Estado, torna evidente que as atuais políticas orçamentais não são uma necessidade financeira, são uma escolha política, por sinal desastrosa.


 


O lado positivo do regresso aos mercados é que este não depende do conteúdo da política orçamental, como quer fazer crer o Governo e alguns líderes europeus, mas apenas de uma determinada política monetária. Se assim é, a política orçamental deve ser avaliada pelos seus resultados económicos e sociais. E estes são aqueles que se conhecem: uma depressão económica na periferia e uma recessão em toda a zona euro.


 


João Galamba


 

A preocupação pela estabilidade opocicionista

 



 


É interessantíssima a quantidade de comentadores que ressuscitam Sócrates e as habituais teorias da conspiração quando se vislumbra a reanimação do PS, que se encontra em fase agónica na oposição. Estão todos particularmente preocupados com as hipotéticas traições e com os planos de assalto ao poder, traçados há muitos anos. Faltam ainda as suspeitas maçónicas para se completar o quadro.


 

27 janeiro 2013

Strange fruit


Billie Holiday


& Dwayne P. Wiggins & Maurice Pearl


& Lewis Allan


 


Southern trees bear a strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant south,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.

Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.


 


Pacheco Pareira - Dinamite cerebral no Ponto contra Ponto


 

Jambon à l'aubergine et courgette au four avec du fromage râpé et noix

 



 


Aqui há uns tempos comprei um queijo que prometia sabores fortes em companhia de bom pão, boa fruta e bom vinho. O problema é que tudo era bom, menos o queijo. Tinha um aspecto fantástico, mas revelou-se uma sensaboria plastificada. Já foram comprados e comidos outros vários tipos de queijo, felizmente bem melhores, e este foi ficando, abandonado à sua robustez de silicone reciclado.


 


Pois hoje rezei-lhe pela alma, ralando-o energicamente (o que não é assim tão fácil, pois apesar de consistente demorou a esboroar-se por completo). Cortei uma courgette e uma beringela às fatias, polvilhei-as de sal grosso e deixei-as largar líquido durante meia hora (não faço ideia das razões deste procedimento, que as informações colhidas através de uma intensa procura internáutica consideram ser indispensável). Depois dispus as fatias num pirex formando uma camada, que temperei com pimenta e alho e cobri com fatias de fiambre e o dito queijo; depois coloquei outra camada igual, um pouco de azeite e vinho, completando com nozes picadas - a parte crocante que os programas de culinária não dispensam a nenhuma iguaria - e forno com o pirex.


 


Confesso que estou ligeiramente apreensiva. Há sempre uns ovitos mexidos, caso o jambon à l'aubergine et courgette au four avec du fromage râpé et noix* (há que lhe dar um nome quilométrico e em francês soa mais profissional) saia menos frappant do que deve.


 


*tradução literal do Google - fiambre com berinjela e courgette no forno com queijo ralado e nozes; ham with eggplant and zucchini in the oven with grated cheese and walnuts


 

Mais um

 



 


Mais um a quem devemos a democracia em que vivemos. Tempos difíceis.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...