O desfecho da suposta candidatura de António Costa à liderança do PS, após aquela cena teatral deixou-me perplexa e extremamente desiludida. Esperava, ou seja, ansiava por alguém que lesse a situação do país e que a colocasse bem à frente das suas particulares ambições. O que me parece é que, como diria alguém que conheço, António Costa amarelou. Com receio de não conseguir ganhar as eleições internas, arrumou a questão da credibilidade do PS como alternativa política.
Passos Coelho tem o caminho aberto para acabar a legislatura. O desemprego ultrapassará os 20% e o Estado será mínimo, como máximos serão o êxodo dos mais jovens, as necessidades dos mais velhos, o assistencialismo caritativo e a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.
Vale a pena ler o artigo de Fernanda Câncio, no DN (e no Jugular).