Aqui há uns tempos comprei um queijo que prometia sabores fortes em companhia de bom pão, boa fruta e bom vinho. O problema é que tudo era bom, menos o queijo. Tinha um aspecto fantástico, mas revelou-se uma sensaboria plastificada. Já foram comprados e comidos outros vários tipos de queijo, felizmente bem melhores, e este foi ficando, abandonado à sua robustez de silicone reciclado.
Pois hoje rezei-lhe pela alma, ralando-o energicamente (o que não é assim tão fácil, pois apesar de consistente demorou a esboroar-se por completo). Cortei uma courgette e uma beringela às fatias, polvilhei-as de sal grosso e deixei-as largar líquido durante meia hora (não faço ideia das razões deste procedimento, que as informações colhidas através de uma intensa procura internáutica consideram ser indispensável). Depois dispus as fatias num pirex formando uma camada, que temperei com pimenta e alho e cobri com fatias de fiambre e o dito queijo; depois coloquei outra camada igual, um pouco de azeite e vinho, completando com nozes picadas - a parte crocante que os programas de culinária não dispensam a nenhuma iguaria - e forno com o pirex.
Confesso que estou ligeiramente apreensiva. Há sempre uns ovitos mexidos, caso o jambon à l'aubergine et courgette au four avec du fromage râpé et noix* (há que lhe dar um nome quilométrico e em francês soa mais profissional) saia menos frappant do que deve.
*tradução literal do Google - fiambre com berinjela e courgette no forno com queijo ralado e nozes; ham with eggplant and zucchini in the oven with grated cheese and walnuts
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