Depois da conferência de imprensa do Ministro das Finanças, onde ficámos a saber que vamos pagar mais IRS, reduzir a remuneração mensal, despedir os contratados da função pública, aumentar o desemprego, etc., o PS veio, anodinamente, falar do que já tinha dito e avisado, para além de uma notícia em rodapé televisivo, numa metáfora perfeita daquilo em que se transformou o partido, sobre a audiência pedida ao Presidente da República, com carácter de urgência, assistimos a uma conferência de Arménio Carlos, que se transformou no verdadeiro líder da oposição.
Aguarda-se a todo o momento a implosão do PS ou (rezando a todos os santos) a explosão de fúria de todo e qualquer militante que tenha um mínimo de sangue nas veias. A radicalização da revolta em partidos de cariz antidemocrático, tal como é o PCP, tal como é o BE, não augura nada de bom para o futuro. O vazio da liderança no PS é um perigo para o regime democrático.