15 julho 2012

Contorcionismos

 


Os contorcionismos possíveis para se atacar o PS e desviar as atenções da raiz do problema, são extraordinários. Segundo Nuno Melo, há dias num programa de televisão, em que conseguiu dizer várias enormidades, aponta o problema da licenciatura de Miguel Relvas ao processo de Bolonha. O líder da JSD pede responsabilidades e esclarecimentos a Mariano Gago, a propósito da lei das equivalências.


 


Não seria melhor absterem-se de fazer comentários disparatados?

Tempo

 



Manfred Kielnhofer: Time Guardians


 


1.


De súbito encolheu-se o tempo esvaziado


Em que a falta do corpo pesa na alma.


 


2.


Não encontro o papel


em que escrevi o infinito que me esperava.


À minha volta descansam apenas


as sombras do que já fui.


 


3.


Junto ao mar


o tempo passa com o langor das ondas


lento e insaciável.


 

13 julho 2012

All you need is love


Beatles



Love, love, love, love, love, love, love, love, love.


There's nothing you can do that can't be done.


Nothing you can sing that can't be sung.


Nothing you can say but you can learn how to play the game


It's easy.


There's nothing you can make that can't be made.


No one you can save that can't be saved.


Nothing you can do but you can learn how to be you


in time - It's easy.


 


All you need is love, all you need is love,


All you need is love, love, love is all you need.


Love, love, love, love, love, love, love, love, love.


All you need is love, all you need is love,


All you need is love, love, love is all you need.


There's nothing you can know that isn't known.


Nothing you can see that isn't shown.


Nowhere you can be that isn't where you're meant to be.


It's easy.


All you need is love, all you need is love,


All you need is love, love, love is all you need.


All you need is love (all together now)


All you need is love (everybody)


All you need is love, love, love is all you need.


 


Reformas impopulares

 


É importante que o PS não se esqueça da manipulação das populações efectuada pelos autarcas, a propósito da reforma da rede dos serviços de urgência e do fecho das maternidades, na altura de Correia de Campos. As reformas, sejam elas quais forem, são sempre incendiárias.


 


Se a reforma judiciária é boa ou má, não faço a mínima ideia. Mas não é pelas manifestações promovidas pelos autarcas que posso concluir alguma coisa. Mais uma vez, não tenho simpatias pela Ministra Paula Teixeira da Cruz. Considero mesmo a decisão sobre a divulgação dos nomes e moradas dos pedófilos um atentado contra um dos mais elementares direitos de cada cidadão, por muito que a justificação seja a segurança das crianças (o argumento da segurança justificou sempre as maiores barbaridades). Mas a reforma do mapa judiciário, seja ela qual for, será sempre mal recebida pelas forças conservadoras, venham elas de onde vierem.


 

A excelência dos conteúdos*

 



 


O caso Relvas, mais do que Relvas é Lusófona, que mais do que Lusófona é credibilidade do ensino privado. Independentemente do que possamos pensar do ministro Relvas (lembremo-nos do que disse de José Sócrates, cujo caso foi aproveitado pelos jornalistas e pelos partidos políticos para o destruir, tal como agora está a acontecer com ele), a responsabilidade da atribuição de equivalências para a licenciatura é do Conselho Científico da Universidade Lusófona.


 


Ou seja, ficaram bastante claros os critérios de qualidade e excelência pelos quais se guia a referida Universidade. O que é triste e esclarecedor, é o público ter ficado a saber desse assunto a propósito da luta política suja, que se banalizou na anterior legislatura pela mão dos opositores a Sócrates, e não por qualquer trabalho sério de investigação à qualidade do ensino universitário. Será que foi apenas Miguel Relvas a beneficiar desses critérios? Não haverá outras pessoas - jornalistas, comentadores e opinantes profissionais, políticos de outros partidos - cujas licenciaturas, mestrados ou doutoramentos tenham sido conseguidas de forma semelhante? Onde está o verdadeiro escrutínio público a determinadas práticas nacionais, que são toleradas por todos até serem repudiadas pela necessidade de perseguição e assassinatos de carácter?


 


Não tenho qualquer simpatia por Miguel Relvas. Se acreditasse em Deus, achava que ele estava a ser alvo da justiça divina. Não me interessa se ele fez ou não uma licenciatura facilitada, desde que não tenha cometido nenhum ilícito. Mas acho da maior relevância a revelação da inqualificável mediocridade que grassa nestas instituições.


 


*Parafraseando Mário Crespo



Declarações políticas

 



 


Que tipo de rendimentos devem ser taxados, para reduzir o défice e financiar os serviços públicos é, de facto, uma questão política. Mas são essas opções que diferenciam a esquerda da direita. Aguardo que o PS explicite as suas opções para uma verdadeira alternativa ao poder existente.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...