06 junho 2012

Cidades e rios (1)


 


Alguma coisa nos deve dividir, simétrica ou assimetricamente. Alguma coisa nos divide o cérebro, a lateralidade. Alguma coisa de essencial neste meio de mielina ou de espelho, alguma coisa de virtude, alguma rota de fuga. Cada uma das encostas inclinadas para o meio, para o fluxo, para o rio, para a foz.


 




Lisboa - rio Tejo



 




Roma - rio Tibre



 



Paris – rio Sena



 



Viena – Rio Danúbio


 


 

Da regressão nos direitos sociais

 


O SNS foi fundado há há 33 anos. Durante estas 3 décadas foi possível garantir a toda a população um serviço público de grande qualidade, como o provam os indicadores de saúde internacionalmente aceites. O SNS afirma-se como um pilar de um dos direitos sociais fundados com a nossa democracia, que hoje são indissociáveis do conceito de uma sociedade livre, justa e democrática.


 


Uma das razões para o sucesso do SNS e da garantia a cuidados diferenciados de saúde, conforme o estado da arte, foi a implementação das carreiras médicas, estruturada em graus, ao longo da qual era possível ir adquirindo mais diferenciação e mais experiência, numa organização de trabalho de equipas, em que fazia parte do trabalho assistencial a formação contínua e dos mais jovens, a medicina tutelada para quem ainda estava em formação, a actualização de conhecimentos e a investigação médica.


 


É claro que o mundo mudou nestes 33 anos. Aumentaram os recursos tecnológicos, aumentou a a capacidade de diagnóstico e terapêutica, mudaram os conceitos de qualidade de vida, de promoção de saúde, passamos ao conceito de medicina personalizada. Por outro lado, as alterações demográficas, as mudanças na distribuição pelo território, as crises internacionais, forçam-nos a reformar, reorganizar, optimizar os recursos, para podermos tratar cada vez mais e melhor, com mais eficácia e menos desperdício.


 


Por isso tenho defendido publicamente todas as medidas que julgo indispensáveis para a indispensável reforma do SNS - a reforma e melhoria dos cuidados primários de saúde, a reorganização da carta hospitalar, a reorganização dos serviços hospitalares, com concentração, referenciação e mobilidade dos profissionais, a implementação de guidelines terapêuticos  e de procedimentos de diagnóstico, a prescrição por DCI, a implementação do processo clínico electrónico, a implementação da exclusividade obrigatória, a revisão dos horários de trabalho, o controlo de assiduidade, a avaliação do desempenho, a reforma da remuneração com plataformas fixas e prémios por desempenho, devidamente enquadradas em competência técnica e humana. Muito há para fazer.


 


Mas o que este governo fez, primeiro com a revisão das taxas moderadoras e, agora, com o definitivo enterro das carreiras médicas, é destruir o próprio conceito de um SNS, acabando com a equidade do acesso aos cuidados e com a garantia de uma prestação de qualidade, para quem tiver que recorrer ao serviço público.


 


Subscrevo na totalidade este comunicado do Sindicato Independente dos Médicos. Quem tanto clamou em defesa do SNS sem razão, no tempo de Correia de Campos, pois que levante a sua voz agora, em que se assiste, pelos vistos com a tal paciência elogiada por Passos Coelho, ao seu fim.


 


Não sei se há ainda alguém iludido com as imposições da Troika. Estas opções, tal como as tomadas no domínio da escola pública, são ideológicas. Legítimas, mas opções desta maioria que nos governa. Temos no poder duas forças políticas cuja ideologia não contempla a universalidade dos direitos à saúde, à educação e à segurança social.


Cão de rua

 



Giacometi: the dog


 


Tentemos as palavras pelo peso dos sentidos


sem cotação em bolsa nem mercado laboral


tentemos os braços armados da sonoridade


da trémula indigência repartida em afetos


tentemos a fuga nas páginas do desassossego


pelo desejo que se espalha em notas de música letrada.


 


Tentemos a poesia que sabemos proscrita


pelo estreiteza e pela prisão do medo


e finalmente o amor daquele que se guarda


em cofres desabrigados como cão de rua.


 

05 junho 2012

Oooopss...

 


... o post anterior saiu sem eu querer.


Está em elaboração. E sim, Vltava é o rio que atravessa Praga.


 

03 junho 2012

Kassel*

 



Irmãos Grimm


Jacob (04/01/1785 – 20/09/1863) 


Wilhelm (24/02/1786 – 16/12/1859)


 


 



Kinder- und Hausmärchen


Erster Theil


20/12/1812


 


 



Contos da Infância e do Lar


Irmãos Grimm


 


 



Bombardeamento Kassel - 2ª Guerra Mundial


Fevereiro de 1942 a Março de 1945


 


 


 



Campo de Concentração - Dachau


(depois da libertação - 1945)


 


 


 



Documenta VI


 


 


 



rio Fulda


 


 


 



Kassel


 


*À moda do Malomil


 

Pouco

 



Chun Kwang Young


 


É pouco tudo muito pouco da raiva à entrega


tudo pequeno morno liso.


É pouco tudo muito pouco o tempo e o vento


que não escolhe areias assentes e raras


nas mãos as gotas evaporam.


É pouco tudo muito pouco.


 

The Last Time

 



Wynton Marsalis & Eric Clapton


 


Well this is the last time honey babe


For that many times before


It's the last time honey babe


I mean i don't want you no more


Well there's only one thing


That grieves me to my heart


Been together so long


I would hate to part


 


But it's the last time honey babe


I mean it's the very last time i mean


I mean it's the very last time


Honey it's the last time honey babe


I mean it's the very last time


Well it's the last time honey babe


I mean i don't want you no more


Well i don't care you can tell your brother


Stop your ringing and twisting mama


'cause i ain't going no further


It's the last time honey babe


I mean it's the very last time


I said


Dee-doo
dee-doh-dee-oh-doh


 

Nova morada - do Sapo para o Blogger

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