Eugenia Pardue
Pequeno sabor a espuma que faz levitar
os dias pesados que enfrentamos.
Encosto as rugas e com elas as costas vergadas
no pequeno intervalo em que o mundo
se volta a encaixar.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Eugenia Pardue
Pequeno sabor a espuma que faz levitar
os dias pesados que enfrentamos.
Encosto as rugas e com elas as costas vergadas
no pequeno intervalo em que o mundo
se volta a encaixar.
(...) Agora, seguindo a doutrina de Fernando Lima — Uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar. —, a administração da RDP acabou com um programa de opinião onde participavam António Granado, Gonçalo Cadilhe, Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire e Rita Matos. O motivo próximo terá sido uma intervenção de Pedro Rosa Mendes sobre o recente Prós & Contras dedicado a (e emitido a partir de) Angola. Isto é uma vergonha. Mas, aparentemente, preocupa pouca gente.
Se a administração da RDP foi pressionada por Miguel Relvas, como se diz à boca grande nos sítios do costume, os deputados do PS, do PCP e do BE estão à espera de quê para pedir explicações? Se não foi, e apenas quis lamber o ministro da tutela, Miguel Relvas está à espera de quê para substituir a administração da RDP?
Nos media, redes sociais incluídas, a indignação leva a reboque o nome de Pedro Rosa Mendes. É um perigoso enviesamento, pois leva a concluir que ninguém daria um ui se os autores do programa fossem profissionais sem créditos reconhecidos no Meio.
Apesar de serem outros os órgãos detentores da corrente de escrita, apenas os dedos e os olhos materializam as letras. Pouco adequados instrumentos para tão sensíveis artesãos.
Sabemos que os tempos estão difíceis para todos, mas é nestas alturas que temos que ser solidários com aqueles que mais precisam. Ao comprares esta t-shirt estás a ajudar o nosso presidente a pagar todas as suas despesas. Por cada t-shirt vendida o Cão Azul dá 1 eur para ajudar o nosso presidente*
*Se por algum motivo não conseguirmos o NIB do presidente aceitamos as vossas sugestões para doarmos o dinheiro das t-shirts que vendermos.
A abertura da caixa de Pandora do populismo está a ter as suas consequências, umas imprevisíveis, outras previsíveis e perigosas. A diabolização dos políticos e dos detentores dos cargos públicos, com a demagógica redução de remuneração dos mesmos, é apenas uma das facetas daquilo que tem sido empolado por responsáveis dos partidos políticos, de todos, embora mais prevalentes na coligação que nos governa e nos partidos ditos de esquerda, como o BE e o PCP, por vários comentadores, grandes empresários e maravilhosos economistas.
Dito isto, alguém dos vários assessores do Presidente da República deveria aconselhá-lo vivamente a renunciar ao cargo. A panóplia de gente iluminada, da qual Cavaco Silva faz parte, que tem perorado sobre a necessidade de contenção, austeridade, equidade e justiça fiscal, a necessidade de reduzir os hábitos de consumo, de não se gastar acima das nossa possibilidades, está a revelar-se de uma desfaçatez e arrogância, que nada de bom pronunciam para a coesão social.
Mais revoltante que todas as opções ideológicas é o desfile de declarações a que temos assistido, de que as do Presidente, lamentando-se pelo fato da soma das suas reformas não chegar para as suas despesas, é o ponto máximo. Todos os reformados descontaram durante anos para poderem usufruir de um montante que foi seriamente reduzido e será ainda mais. Todos os que descontaram para o subsídio de desemprego agora só podem ter acesso a um escasso número de meses subsidiados e por muito pouco. A imensa maioria das pessoas são obrigados a pagar as suas despesas com muitíssimo menos que as reformas de Cavaco Silva.
Cavaco Silva desprestigia o cargo e a função de Presidente. Era melhor que se fosse embora.
Ebon Heath: visual poetry
Pedes-me frases despidas de conceitos e artefactos
desenhos retos de uma linguagem figurada
entre o indecoro da lassidão e a experiência do tempo
pedes-me alma sem o alçapão da memória
corpo sem rasura nem mácula.
Aceno em sinal afirmativo sabendo que o momento
da entrega terá a evidente máscara
confidente e confiante da ternura.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...