(...) Agora, seguindo a doutrina de Fernando Lima — Uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar. —, a administração da RDP acabou com um programa de opinião onde participavam António Granado, Gonçalo Cadilhe, Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire e Rita Matos. O motivo próximo terá sido uma intervenção de Pedro Rosa Mendes sobre o recente Prós & Contras dedicado a (e emitido a partir de) Angola. Isto é uma vergonha. Mas, aparentemente, preocupa pouca gente.
Se a administração da RDP foi pressionada por Miguel Relvas, como se diz à boca grande nos sítios do costume, os deputados do PS, do PCP e do BE estão à espera de quê para pedir explicações? Se não foi, e apenas quis lamber o ministro da tutela, Miguel Relvas está à espera de quê para substituir a administração da RDP?
Nos media, redes sociais incluídas, a indignação leva a reboque o nome de Pedro Rosa Mendes. É um perigoso enviesamento, pois leva a concluir que ninguém daria um ui se os autores do programa fossem profissionais sem créditos reconhecidos no Meio.
A deriva vai continuar e poucos se vão rebelar,o que revela muito do que somos.
ResponderEliminarA maioria faz de conta,não gosta da democracia,mas das oportunidades : sair do buraco,aparecer nos escaparates,fazer negócios descontraidamente,exibir os dinheiros sem complexos,trepar...
Para ela não é uma questão ideológica,é uma questão de lugar.
Não havendo guerra,o que sucederá é uma incógnita.