25 janeiro 2012

Um dia como os outros (109)


(...) Agora, seguindo a doutrina de Fernando Lima —  Uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar.  —, a administração da RDP acabou com um programa de opinião onde participavam António Granado, Gonçalo Cadilhe, Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire e Rita Matos. O motivo próximo terá sido uma intervenção de Pedro Rosa Mendes sobre o recente Prós & Contras dedicado a (e emitido a partir de) Angola. Isto é uma vergonha. Mas, aparentemente, preocupa pouca gente.

Se a administração da RDP foi pressionada por Miguel Relvas, como se diz à boca grande nos sítios do costume, os deputados do PS, do PCP e do BE estão à espera de quê para pedir explicações? Se não foi, e apenas quis lamber o ministro da tutela, Miguel Relvas está à espera de quê para substituir a administração da RDP?

Nos media, redes sociais incluídas, a indignação leva a reboque o nome de Pedro Rosa Mendes. É um perigoso enviesamento, pois leva a concluir que ninguém daria um ui se os autores do programa fossem profissionais sem créditos reconhecidos no Meio.


 


Eduardo Pitta


 

1 comentário:

  1. pink09:27

    A deriva vai continuar e poucos se vão rebelar,o que revela muito do que somos.

    A maioria faz de conta,não gosta da democracia,mas das oportunidades : sair do buraco,aparecer nos escaparates,fazer negócios descontraidamente,exibir os dinheiros sem complexos,trepar...

    Para ela não é uma questão ideológica,é uma questão de lugar.

    Não havendo guerra,o que sucederá é uma incógnita.



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