10 janeiro 2012

Imoralidade (1)

 


Até pode ser legal, mas é imoral. Numa altura destas, em que há redução salarial e aumento de impostos para tantos, ausência de subsídios, reformas a descer e desemprego a aumentar, a resposta de Eduardo Catroga à questão sobre a possibilidade de acumular a remuneração com a pensão, tal como a manutenção do 13º e 14º meses no Banco de Portugal, são sintoma de uma enorme falta de sensibilidade social, para não dizer de vergonha. Isto é inaceitável.


 

09 janeiro 2012

Subitamente, na Madeira

 


Na Madeira os cidadãos passaram a pagar por inteiro os medicamentos. As dívidas são de tal ordem que a ANF resolveu deixar de fornecer a crédito. É o resultado das opções políticas e económicas do governo regional da Madeira. Alberto João Jardim foi eleito com maioria absoluta. Mas já se perfila a justificação: um nova patifaria do Contnente.


 

08 janeiro 2012

Em nome dos aventais

 


 


 


Hoje resolvi fundar uma nova Loja Maçónica – Grande Cozinha Semanal. Em honra de uma das Arquitetas, Pavlova transformou-se em código de irmandade entre os membros da Grande Cozinha Semanal. Como não podia deixar de ser, os aventais são obrigatórios, mesmo que pendurados atrás das portas. Envergam-se os valores pelos quais lutamos, pesar, medir, provar. Instrumentos vários nos rodeiam e há alguns ritos iniciáticos – o roubo da água quente.


 


Nesta Grande Cozinha Semanal procura-se a perfeição no tempero, a doçura nevada das natas, o perfume divino das ervas e do açúcar a queimar. Nesta Grande Cozinha Semanal há obstáculos a ultrapassar como a descrença dos vizinhos próximos e a temperatura dos fornos.


 


Pela calada dos sábados e domingos, trocamos receitas e favores em géneros, abrimos as portas do conhecimento e da informação, transformamos claras em altos castelos, retalhamos pêssegos e regamos caldas, reciclamos açúcar granulado em pós finos e do golpe de vinagre avançamos vitoriosamente para o paraíso.


 

06 janeiro 2012

Lamentável

 



 


António José Seguro não assume opiniões sobre coisa nenhuma. Soma trivialidades vagas e não se compromete.


 


Enquanto houver uma oposição política liderada por pessoas sem capacidade de defenderem ideias, por calculismo ou falta delas, continuaremos nesta marcha rápida para a reciclagem dos totalitarismos.


 


Nota: Desta vez concordo com António Arnaut.


 

05 janeiro 2012

Dos efeitos da não política

 


Vivemos tempos muito assustadores e de regressão de direitos, liberdades e garantias. Agora pressionam-se os políticos a assumirem se são ou não maçons.


 


Pertencer à Maçonaria, à Opus Dei ou seja lá a que organização, secreta ou pública, é da esfera privada de cada um. Desde que não haja interferência com a causa pública, com as funções a que cada um se obriga, é a lei que deve prevalecer. Será que também têm que declarar se são ou não católicos, muçulmanos, budistas ou ateus, se comem coisas impuras, se gostam de beber vinho ou cerveja sem álcool? Terão que assumir a etnia, raça, preferências sexuais? Em Portugal ser-se político significa estar-se permanentemente sob suspeita. O apelo à transparência total é demagógico e perigoso. A esfera da vida privada é um direito de todos e os políticos não têm direitos diminuídos por o serem.


 


Se há tráfico de influências, corrupção ou troca de favores isso terá que ser investigado, julgado e punido, Nas secretas ou no parlamento, nas empresas públicas ou nas privadas. Tudo o resto é uma forma de desviar a atenção da verdadeira política, por quem não a sabe nem a quer fazer.


 

04 janeiro 2012

Um dia como os outros (107)


(...) Portanto, ao contrário do que afirma José Soares dos Santos, administrador executivo da Jerónimo Martins, em entrevista nesta edição, a primeira e mais importante razão para a escolha da Holanda não é o acesso a um novo mercado de capitais, é o pagamento de menos impostos do que pagaria em Portugal, hoje e no futuro. Porque, como diz o slogan do Pingo Doce, ‘sabe bem pagar tão pouco'.


A explicação, pueril, soa a falso e incomoda. Porque os contribuintes individuais e as pequenas e médias empresas não podem ir para a Holanda, mas têm de ouvir o patriarca da família Soares dos Santos e o segundo homem mais rico do País a dizer como é que se devem comportar para que Portugal saia da situação de emergência em que está. A criticar políticos, empresários, trabalhadores, as elites.


Alexandre Soares dos Santos criou riqueza e fez fortuna, o que legitima as suas opiniões. Mas não a superiodade moral que transporta em cada uma das suas intervenções. A decisão beneficia os accionistas da Jerónimo Martins, e bem, mas prejudica o País, e mal. É, também, por causa de decisões como esta, de actos que desmentem as palavras, que os portugueses não gostam dos ricos.


 


António Costa (Diário Económico)


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...