Pelo vento deste norte
entra a chuva de permeio
pelo teto da má sorte
já perdemos o sorteio.
Nem taluda de Natal
aquece o fim de Janeiro
nem festa de Carnaval
alumia o ano inteiro.
Vaticinam Entidades
em voz alta ou burburinho
tormentosas tempestades
a barrar-nos o caminho.
Respiramos nevoeiros
lendas velhas com bolor
sem armas nem cavaleiros
que nos respeitem a dor.
Faremos do astro rei
terra água fogo e ar
pelo povo e pela grei
havemos nós de clamar.
De Jesus não precisamos
parcos de fé e tão poucos
ao Menino nós amamos
mesmo que cegos e loucos.
Somos nós filhos de Deus
a pedir felicidade
possa ele fazer seus
nossos sonhos sem idade.