22 abril 2011

Quase lá...

Triturado

 



 


Fernando Teixeira dos Santos é mais um dos que são triturados pela política. Apesar do coro que, agora, põe nas mãos dele a iminente bancarrota do país, ele foi um dos responsáveis por muitos votos favoráveis ao PS, nas últimas eleições. Foi um dos ministros das finanças mais competentes e voluntariosos que tivemos. Tentou opor-se a Alberto João Jardim a propósito da lei das finanças regionais. Segurou o governo e Sócrates em várias circunstâncias.


 


Não tenho dúvidas que cometeu grandes erros, talvez o maior tenha sido a sua dedicação ao país e a sua lealdade ao Primeiro-ministro. Como é hábito passou de bestial a besta em pouco tempo. Neste momento o PS faz de conta que ele não existe e relegou-o ao anonimato e à transparência. Dura recompensa para quem tanto deu. Para quem foi segundo na lista de candidatos a deputados pelo círculo do Porto em 2009, nem sequer foi considerada a sua inclusão nas listas de deputados para estas eleições legislativas. Servir a causa pública não é compensador, a não ser para as consciências de quem o faz.


 

21 abril 2011

Vencer a crise (4)


 


Pode ser uma excelente forma de comemorar o Dia da Liberdade.


 

Suspeitas e certezas

 



 


A sondagem da Marktest é tão estranha que quase parece estapafúrdia. A da Eurosondagem é menos estranha e menos estapafúrdia. Tanto a Marktest como a Eurosondagem não têm dado grandes provas de resultados credíveis. É de suspeitar.


 


Do que tenho a certeza é da incapacidade, muitas e muitas vezes demonstrada, do BE e do PCP algum dia quererem fazer parte de uma solução governativa. A recusa de se reunirem com os representantes da União Europeia e do FMI é, mais uma vez, a recusa da responsabilidade, do compromisso a propor soluções, os chavões cansados e cansativos de uma pseudo esquerda velha e esgotada.


 


Do que também tenho a certeza é da inacreditável figura de Passos Coelho na dita mensagem de Páscoa. Se o ridículo matasse…


 

A campanha contra o SNS

 


A campanha dos sectores de direita, que pretendem que se instale em toda a população a certeza de que o SNS é insustentável continua, recorrendo-se a todos os estratagemas (vale a pena ler o último artigo de António Correia de Campos).


 


O último foi a denúncia da incapacidade dos hospitais proverem aos doentes os medicamentos necessários, e a condenação das sugestões de ajuda à Maternidade Alfredo da Costa feita a quem a ela recorre ou recorreu.


 


As reportagens sobre os medicamentos em falta nos hospitais não são esclarecedoras, mas parece-me que é exactamente esse o objectivo. Em que circunstâncias foram pedidos medicamentos às famílias dos doentes? Ninguém sabe se é verdade nem em que condições acontecem ou aconteceram.


 


Em relação aos donativos à maternidade, não percebo o espanto e atrevo-me a dizer que acho muitíssimo bem. Porque é que a população não pode ajudar com donativos as maternidades, clínicas, creches, escolas, teatros, cinemas, bibliotecas, e outras instituições, públicas ou privadas? Em que é que isso reduz os direitos dos doentes ou dos familiares dos doentes? Em que medida prejudica quem quer que seja?


 


A consciência social, a cidadania e a solidariedade não são incompatíveis com um serviço público de saúde de qualidade e gratuito, ou tendencialmente gratuito. Dá a sensação que, em Portugal, há algumas entidades que têm obrigação de tudo: Deus e/ou o Estado. Os cidadãos só têm direitos, nunca deveres, éticos que sejam.


 

17 abril 2011

Um dia como os outros (83)

 



O DN publicou a 21 de Abril de 1940 um "bem haja" da Finlândia aos portugueses. Enviada pelo representante em Lisboa desse país nórdico, a nota diplomática agradece a Portugal a ajuda, tanto em víveres como em agasalhos, durante a guerra russo-finlandesa do Inverno de 1940-1941. "Nunca poderá o povo finlandês esquecer a nobreza de tal atitude", podia ler-se no pequeno texto publicado no nosso jornal há mais de 70 anos. (...)


Hoje boa parte da opinião pública finlandesa mostra não estar nada emocionada com a crise que afecta os portugueses. E se depender de vários partidos, alguns dos quais podem chegar ao Governo nas legislativas de hoje, não haverá solidariedade com Portugal. A ideia é mesmo não participar no resgate da dívida portuguesa e quem o defende parece ganhar votos. (...)


E bem haja aos eleitores finlandeses que percebam que todos, mas sobretudo os pequenos, ficam a ganhar quando existe solidariedade entre os países da velha Europa. (...)


 


Editorial DN


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...