29 janeiro 2011

Janeiro

 



Joseph Farquharson: Winter Breakfast


 


 


O corpo pede-me cama. Sábado pede-me preguiça. Janeiro pede-me cobertores, modorra e torradas.


 


Faço-lhes a vontade.


26 janeiro 2011

Que o privado se mantenha privado (de dinheiros públicos)

 


Sobre os protestos dos professores, pais, alunos e donos dos colégios privados, vou citar o Besugo:


 


Tenho cismas mais ou menos semelhantes sobre o Ensino Privado e os Cuidados de Saúde Privados: se são privados e se gostam - e se há tanta gente que gosta deles assim - que façam o favor de prosseguir nessa privada senda e continuem a fazer justiça ao seu bom nome, que se mantenham privados (sobretudo privados de dinheiros públicos).


 

24 janeiro 2011

Manuel Alegre

 


 







 


Manuel Alegre assumiu com clareza a derrota da noite. Sem ambiguidades nem desculpas, Manuel Alegre mostrou também o seu carácter. É nestes momentos que sabemos quem são as pessoas de bem. Podemos discordar violentamente delas, mas não deixamos de as aplaudir. E é também nessas horas amargas que a solidão deve doer mais. A sala do Altis estava muito vazia e a noite acabou demasiado cedo.


 


Não estive com Manuel Alegre nesta campanha, mas estive com ele na emoção de ontem, e presto-lhe a minha homenagem pela coragem e pelo serviço que prestou ao país.


 


Adenda: Que fique claro que considero um serviço ao país o facto de haver pessoas a candidatarem-se a cargos públicos. Tal como Fernando Nobre, Francisco Lopes, José Manuel Coelho e Defensor de Moura.


 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 



 


Exposição na Biblioteca Nacional de Portugal (26 de Janeiro) e Colóquio Internacional (27 e 28 de Janeiro) na Fundação Calouste Gulbenkian. A complexidade na luz e na claridade, a simplicidade da grandeza e da profundidade de alguém que era todos os nomes num só.


Assapada

 


Hoje fui assapada pelo sapo. Mesmo não compreendendo a razão, só posso agradecer o destaque (penso que imerecido).


 


Urnas fechadas

 


 


Cavaco Silva mostrou, no seu discurso de vitória, o carácter e a disposição com que assume, de novo, o cargo de Supremo Magistrado da Nação. Palavras de ressentimento e azedume, para com os perdedores, palavras demagógicas e populistas, como muito bem assinalou D. Januário Torgal Ferreira, ao anunciar-se o Provedor do povo.


 



Temos um Presidente que, durante o ano de 2009, manipulou ou mandou manipular informação, fabricando um caso que denegrisse o governo, o famoso caso das escutas de Belém. Temos um Presidente que se dirigiu ao país por três vezes, mantendo-o em suspenso, para falar do desrespeito que o Parlamento lhe mostrou ao aprovar o Estatuto dos Açores, para justificar não justificando o triste episódio em que, em plena campanha eleitoral, tentou condicionar o voto contra o PS, encenando uma ofensa atroz (o caso das escutas já citado), e para falar da promulgação da lei do casamento entre homossexuais, que ele assinou não concordando.


 


Todos dizem que o Presidente não tem qualquer importância, que não tem qualquer papel, que não tem qualquer poder. Mas tem o poder de congregar a vontade da sociedade, de optimizar as ideias, de animar os que se desistem. Com este Presidente vamos continuar a nossa saga de coitadinhos, de não arriscar, de falta de desígnios e de alegria, de pobrezinhos mas honestos. Falta uma centelha a este Presidente, a centelha do visionário, do bobo ou do sábio, falta-lhe a sensibilidade do artista, a prioridade dos direitos, o arrepio em em vista da caridadezinha.


 


Os eleitores do PS estilhaçaram-se por vários candidatos e pela ausência de participação, divididos entre a recusa a Cavaco Silva por um lado, e a Manuel Alegre por outro, tal como aconteceu há 5 anos, em que o PS apoiou oficialmente Mário Soares em detrimento de Manuel Alegre.


 


É destes desencontros que se vai construindo o desinteresse dos eleitores. Qualquer dia o desinteresse pelo regime democrático.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...