23 janeiro 2011

Votar


 


Não há frio, vento, chuva, sol abrasador ou nevoeiro pesado que me impeça de votar. Votar é uma festa, um orgulho, um acto de cidadania. Votar é ter uma palavra a dizer sobre o nosso destino colectivo.


 


A democracia tem como base o poder das pessoas, do povo, do todo e de cada um de nós. As eleições são um dos momentos chave do regime democrático. Cada voto conta.


 


ADENDA: Não se enerve se não souber o seu número de eleitor. Basta:



  • ir ao site: http://www.recenseamento.mai.gov.pt

  • enviar um SMS para o nº 3838 com a seguinte mensagem: RE nº do Bilhete de Identidade/Cartão do Cidadão data de nascimento=AAAAMMDD

  • telefonar para 808 206 206

  • ir à Junta de Freguesia.

22 janeiro 2011

Da compra e uso de chapéus

 



 




Olhando para este chapéu, diria que










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Pequenos gestos


 


 


Ontem, quando estacionei o carro em Lisboa e me aproximei da caixa para adquirir o ticket de parqueamento, ouvi umas buzinadelas e uns gritos de Hei! Senhora!


 


Virei-me espantada, sem perceber muito bem se o chamamento me era dirigido. Dentro de um carro muito velho, um homem dizia-me que não tirasse o ticket, porque o dele ainda dava para mais 1:15h. Aproveite! Quase não tive tempo de agradecer.


 


Aproveitei. Alguns pequenos gestos devolvem-nos, ainda que momentaneamente, a fé na verdadeira generosidade.


 

Café Progresso

 


 


Manhã no Porto, sem destino nem rumo. Deambulando pela Praça Carlos Alberto e pelas ruas à volta.


 


Entro no Café Progresso, com a penumbra dos cafés a sério, das tertúlias, dos habituais cafés com jornais, pastelinhos a acompanhar, vida a meio ou a escorrer para tantos olhos pensativos sobre as mesas.


 


Um aviso aos novatos - provem o café de saco, o verdadeiro, à portuguesa. E eu provei. Café que cheira a sem tempo, com letras e com poemas, café demorado nas palavras, no sabor de não ter compromissos.


 


Manhã no Porto, sem destino nem rumo. Entro na Poetria, pequena, cheia de gente secreta que aqui encontra o seu lugar.


 

Meditando


Addis: North Wind and South Wind


 


E aqui estamos nós no meio de um sábado glorioso a matar horas para chegar o dia de amanhã. Como não podemos falar no assunto, podemos pensar, olhar, rir e suspirar pela enorme e monumental realidade que cairá nas nossas cabeças. Na realidade ela já caiu, mas é sempre bom pensar que poderemos ser salvos por algum desígnio divino ou terreno, no último segundo do último minuto, que na penumbra cósmica as forças se congregam e tudo tende ao momento zen.


 


E aqui estamos nós, preguiçosamente meditando no que já está muito meditado.


 


21 janeiro 2011

Qualquer coisa

 



 Tiago Taron: soprado 3


 


Vidros algas qualquer coisa de neve


qualquer coisa de espelho


qualquer coisa de leve.


 


Febre gelo qualquer coisa que corre


qualquer coisa de velho


qualquer coisa que morre.


Sinal

 



Tiago Taron: a preto e branco


 


Não são precisos os teus passos


nesta estrada que constróis.


Mas a areia que se acumula no caminho das horas


que transportas e nas plantas que percorres


erguem fragmentos de vida que de ti esperam


um sinal.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...