07 dezembro 2010

Um dia como os outros (74)

 



(...) Assim, a OCDE constata que Portugal melhorou nas três áreas científicas e isso deve-se, acredita a organização, às medidas políticas aplicadas desde 2005. O investimento feito em computadores portáteis, acesso à banda larga, refeições, aumento do apoio social escolar contribuíram para a evolução, aponta o relatório da OCDE. Outros factores foram o Plano Nacional de Leitura, o Plano de Acção para a Matemática, bem como a formação de professores em Matemática e Ciências. A aplicação das provas de aferição (nos 4.º e 6.º anos), assim como os exames nacionais (no final do 3.º ciclo e no secundário) também fazem parte das medidas que a OCDE elogia. Bem como a criação de novas ofertas educativas para os alunos, como os cursos profissionais. (...)


 


Público


 


(...) Andreas Schleicher refere que a melhoria de resultados "pode ser explicada em primeiro lugar pelas políticas seguidas nos últimos anos e por uma conjugação de factores como a avaliação de professores e um controlo sério da qualidade do ensino. (...)


 


DN

05 dezembro 2010

Sonata para viola da gamba e cravo - BWV 1028 (Andante)









Johann Sebastian Bach
Rami Alqhai - viola da gamba & Davide Merello - cravo

Tarde de sábado, no Porto


 



 


Dia gelado, cinzento, lindo. O Porto calorento, livreiro, acolhedor. No Clube Literário do Porto estivemos a conversar, a ler poemas, a trocar amabilidades, a ouvir música, a responder a perguntas, a confrontarmo-nos com as palavras e as suas ambiguidades.


 


Obrigada a quem participou e tornou uma tarde de sábado num agradável momento.


 

Da vergonha e da falta dela

 



 


Ele [Alberto João Jardim] não tem vergonha nenhuma e não têm vergonha os que aproveitam para atacar agora o Governo Regional dos Açores, esquecendo as realidades que existem na Madeira. - Carlos César


 


A falta de vergonha é uma condição que alastra perigosamente, fazendo vítimas em inúmeros representantes políticos. A falta de vergonha de Carlos César não é mais pequena que a vergonha e o alarme que sinto quando se insinua este nome como um dos possíveis sucessores à liderança do PS.


 

Oprimidos ou opressores?

 


O abandono do local de trabalho pelos controladores aéreos espanhóis originando o caos no espaço aéreo e colocando em risco milhares de pessoas, demonstra até que ponto a cegueira corporativa pode chegar.


 


Não estamos a falar de trabalhadores reivindicando condições de segurança no trabalho, redução de horário por perigosidade e desgaste rápido ou remunerações condignas. Trata-se de um grupo profissional que usa a sua especificidade e diferenciação e a cumplicidade de outros profissionais, que atestam por sua honra a doença simultânea de mais de 400 pessoas, para chantagear um governo livremente eleito, fazendo de milhares de passageiros reféns.


 


As piruetas argumentativas a que assistimos para legitimar esta pseudo greve por um lado, e para atacar as medidas extraordinárias decididas pelo governo espanhol por outro, são verdadeiramente acrobáticas.


 


Há muita gente com nostalgia revolucionária, mas esqueceu-se dos motivos e dos fins das revoluções sociais. Agora já não se defendem os oprimidos, os escravizados, os marginalizados da sociedade. Defendem-se aqueles que, por quaisquer actos, mesmo que à margem do estado de direito, estão dispostos a romper a estabilidade social.


 


São precisamente este tipo de situações que vão minando a credibilidade dos estados democráticos.


 

04 dezembro 2010

Concurso de Natal 2010 - Ovelhas de Presépio

 



 


E a tradição ainda é o que era. Natal não é Natal sem o concurso d'a Barbearia do Senhor Luís.


 


Este ano vão a votos as ovelhas das várias lojas cá do burgo. Haverá muitas e jeitosas, mas não melhores que a minha, seguramente, alegre e farfalhuda, com relva para ruminar, já que outras coisas ruminamos nós, neste ano da graça de 2010.


 


E como os prémios são, como é habitual, excelentes, perfilha-se já esta para a corrida.


 


Boa sorte aos concorrentes, que o júri é sempre justo e magnânimo.


 

02 dezembro 2010

Para ser grande, sê inteiro: nada

 


poema de Ricardo Reis


 


Para ser grande, sê inteiro: nada


Teu exagera ou exclui.


Sê todo em cada coisa. Põe quanto és


No mínimo que fazes.


Assim em cada lago a Lua toda


Brilha, porque alta vive.

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...