A quem esteve, presente ou ausente, a quem gostaria de ter estado, a quem anunciou e divulgou o Ciclo da Pedra, o meu muito obrigada.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Esticamos os ramos
abraçamos os dias
esquecemo-nos que o tempo não existe
apenas o ar a terra o fogo a água
apenas a metamorfose da terra
dos rios da luz dos pássaros
apenas a transformação da dor num tecido firme
branco imóvel
na pedra.
Rompemos as redes as linhas
traçamos limites arestas esquinas
arquitectos da solidão num mundo de cor e gritos
na confusão dos sentidos hiper-estimulados.
Abrimos os poros
somamos enzimas
degradamos a vida
depuramos a morte.
Nos jardins dos silêncios que julgamos eternos
erguem-se as fontes da rigidez suprema
o vazio
o abandono.
Olhamos em volta e percebemos granitos soberbos.
Quem são?
Nem sempre sabemos dos ácidos reciclados
dos cristais de pureza guardados lá dentro.
Nem sempre descobrimos
a fenda fatal que corta e expõe a alma o fundo.
Nem sempre queremos a ferida o sangue
estilete que aguarda a pele desnuda.
No fim
se ele existe
segue a erosão permanente
nas costas nas mãos nas dobras da vida
na concha na pérola.
Areias mais grossas areias finíssimas
povoam as praias povoam os ventos.
Somos nós que descremos na posse na carne
sementes e pedras acasos em ciclos perpétuos
que unem aquilo que sempre e teimosamente desprezamos.
com apresentação de Ricardo Leite Pinto;
colaboração de Manuel d'Oliveira (guitarra) e de Maria Celeste Pereira (leitura de poemas).
Afinal parece que a aprovação do OE 2011 era irrelevante para os juros da dívida. Os comentadores esforçam-se por arranjar justificações para a contínua subida dos juros da dívida e todos nós nos vamos habituando a viver sobressaltados pelas fúrias dos mercados.
É engraçadíssimo utilizarmos palavras que correspondem a conceitos que, para a maior parte de nós, não fazem qualquer sentido. Na realidade está tudo certo: falamos com ar grave e sério de tudo, sem entendermos nada.
Mas também não é preciso. O que as pessoas intuem é que a vida se vai complicar.
Armand Pierre Fernandez: L'Heure de Tous
Contra o tempo que vem
no tempo que foi também
há tempo de mais a mais
no tempo que a menos convém.
Sem tempo para o tempo que será
nas asas que o tempo fechou
abrimos o tempo que virá
e a seu tempo soará.
canta Sara Tavares
Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixa-me ser só seu
No teu colo eu me entrego,
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só seu
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz que me conduz
Aceso na alma
Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol raia
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Cada vez percebo menos e me preocupo mais com a ideia de democracia que tem Passos Coelho. É que o populismo tem limites. A responsabilidade dos governantes eleitos é política. É através de eleições livres que se responsabilizam os políticos. Passos Coelho acaba de legitimar a mistura da política com a justiça.
Realmente, é urgente renovar as nossas elites políticas.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...