03 novembro 2010

Justiça popular

 


Agora que acabou o Freeport, o OE para 2011, voltamos em força ao Face Oculta. Ana Paula Vitorino já foi pressionada por Mário Lino, implicando-o no processo, já negou ter sido pressionada por Mário Lino para, hoje mesmo, ter sido pressionada a negar que tinha pressionado.


 


Quanto ao processo que envolve o BPN está bastante mais oculto.


 

Apreensão presidencial

 


Não deixa de ser paradoxal que Cavaco Silva esteja preocupado com o desprestígio da classe política. A forma como o Presidente insinua desdenhosa e sobranceiramente que não é político, como se tal fosse verdade, é a demagogia responsável pelo desprezo com muitos olham para aqueles que elegemos como nossos representantes.


 

A vergonha

E porque a culpa é sua não tem o direito de ir embora, pelo seu próprio pé, quando quiser, como quiser, culpando este e aquele. O senhor Primeiro Ministro vai ser responsabilizado por tudo o que fez ou não fez nestes últimos anos. O senhor Primeiro-Ministro vai ter de passar pela vergonha de ser demitido. Porque os portugueses e o país o vão considerar culpado. - Aguiar-Branco - debate do OE 2011, 02/11/2010


 


Esta frase pode ter os seguintes significados: ou Aguiar-Branco espera que Cavaco Silva demita o Primeiro-ministro, logo que os prazos constitucionais o permitam, ou considera a derrota eleitoral uma vergonha. Seja o que for que Aguiar-Branco pretende dizer, é esclarecedor o seu conceito de democracia, de alternância governativa, dos poderes e da intervenção do Presidente da República.

02 novembro 2010

Mercados pantagruélicos

 


Pelos vistos a aprovação do orçamento não tem nada a ver com os juros, a dívida, o rating ou a austeridade. O que se vai seguir? O que vamos cortar mais?


 

01 novembro 2010

Feira

 



 


Museu do Canteiro, Alcains 


 


Todos os anos tomo um banho de ruralidade. Entre utensílios de alumínio, facas de vários tamanhos e feitios, foices, almotolias, foles, cestas, tachos de barro, barricas de jeropiga, farturas, marmelos, abóboras, castanhas, pequenas, médias e grandes, presuntos, queijos, feijão de arroz, centenas de peúgas, cuecas, ceroulas, camisolas, calças de ganga, chapéus, algodão doce e pipocas, apetece percorrer as ruas e parar em todas as barraquinhas.


 


Já não tenho desculpa para adiar mais o início da temporada. Os ingredientes estão comprados, à espera das panelas, da canela e do açúcar. Fritar castanhas e colocar as cascas e as sementes dos marmelos a macerar em aguardente, são as tarefas mais urgentes. Se não, perigam as compotas e os licores.


 


Vou pensar nas variantes da moda Natal 2010. Um aviso aos incautos: darei largas à minha imaginação.


 

30 outubro 2010

O novo chefe do governo

 



 


Teixeira dos Santos é o homem forte do governo. Sócrates não falou, com excepção das declarações feitas quase a medo, em Bruxelas, em que oferecia mais um esforço, para se chegar a acordo no OE 2011.


 


A unanimidade internacional e o coro de vozes, lembrando o apocalipse se não houvesse aprovação orçamental, raiaram o disparate. Penso que todos percebemos que as decisões políticas e económicas no nosso país não têm nada a ver com as eleições. São o resultado daquilo que a Alemanha e "Os Mercados" querem que seja. A democracia representativa e a soberania nacional não existem, pelos menos nos moldes que ainda estão escritos na Constituição.


 


Fiquei ainda com a impressão de que a abrupta rotura das negociações, quando o governo levava um acordo pronto a assinar, foi uma tentativa de as fechar ao estilo de Sócrates, para tomar a dianteira na aprovação do OE. O reatar das negociações a pedido de Teixeira dos Santos mais faz desconfiar do incómodo do próprio Teixeira dos Santos e do governo. Especulação pura, o que escrevo, mas credível. Para os cidadãos comuns o chefe do governo é, neste momento, Teixeira dos Santos. Sócrates perdeu iniciativa, protagonismo e ficou com a imagem de ser um problema irresolúvel. Que diferença entre o primeiro-ministro decidido, seguro e voluntarioso do anterior governo.


 


Também a negação de Eduardo Catroga em aparecer ao lado de Teixeira dos Santos mostra a distância que o PSD quer mostrar da sua própria atitude. Isso vai ser mais difícil e soa a falso. Os 500 milhões de euros que faltam para atingir o défice prometido terão que ser encontrados.


 


A comunicação de Cavaco Silva de ontem foi tão inusitada como o seu discurso de candidatura. Precisamos muito da renovação geracional das nossas elites políticas.


 

All of You









 


Keith Jarrett Trio


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...