
Museu do Canteiro, Alcains
Todos os anos tomo um banho de ruralidade. Entre utensílios de alumínio, facas de vários tamanhos e feitios, foices, almotolias, foles, cestas, tachos de barro, barricas de jeropiga, farturas, marmelos, abóboras, castanhas, pequenas, médias e grandes, presuntos, queijos, feijão de arroz, centenas de peúgas, cuecas, ceroulas, camisolas, calças de ganga, chapéus, algodão doce e pipocas, apetece percorrer as ruas e parar em todas as barraquinhas.
Já não tenho desculpa para adiar mais o início da temporada. Os ingredientes estão comprados, à espera das panelas, da canela e do açúcar. Fritar castanhas e colocar as cascas e as sementes dos marmelos a macerar em aguardente, são as tarefas mais urgentes. Se não, perigam as compotas e os licores.
Vou pensar nas variantes da moda Natal 2010. Um aviso aos incautos: darei largas à minha imaginação.